Rio está próximo do colapso: Município tem 93,9% dos leitos de UTI ocupados

A Procurada, a secretaria de Estado da Saúde do RJ informou que, atualmente, a taxa de ocupação nas unidades de UTI é 74%.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e a Defensoria Pública do Estado denunciam em ação civil pública ajuizada, o colapso iminente do sistema de saúde do Rio.

As instituições afirmam que a ocupação dos leitos de UTI da cidade já chega a 93,9% da capacidade e pedem que Estado e município desbloqueiem 155 leitos de tratamento intensivo para pacientes com covid-19. Os governos negam que faltem leitos.

Os números foram levantados com base em dados do Sistema Nacional de Regulação (SISREG), sistema online que o Ministério da Saúde põe à disposição de Estados e municípios para gerenciamento e operação das centrais de regulação.

De acordo com o pedido de liminar encaminhado à Justiça do Rio, o Estado e o Município destinaram à capital fluminense 749 leitos de UTI para tratamento do coronavírus. Isso inclui os hospitais de campanha, cuja inauguração está prevista apenas para o dia 30.

Desses leitos, 287 estão nos hospitais estaduais e municipais da cidade e 155 ainda não entraram em operação ou estão sendo utilizados para outros fins. Os leitos bloqueados estão previstos no Plano de Contingência à Covid-19 e já deveriam estar em funcionamento.

O MP-RJ e a Defensoria solicitam que o desbloqueio seja feito em cinco dias. Caso a medida não seja adotada, a ação requer que sejam requisitados leitos ociosos e disponíveis na rede privada.

A lista de unidades de saúde com leitos bloqueados inclui o Hospital Estadual Anchieta, o Hospital Municipal Ronaldo Gazola, o Hospital Universitário Pedro Ernesto, o Hospital das Clínicas (IESS) e o Instituto Estadual do Cérebro.

A ação também pede que as administrações estadual e municipal não relaxem o modelo atual de distanciamento social até que os leitos estejam disponíveis.

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As medidas de isolamento social impostas em boa parte dos estados brasileiros quando ainda havia poucos casos confirmados do novo coronavírus se mostraram eficientes para atrasar a propagação da infecção, mas o relaxamento da quarentena ameaça antecipar um colapso nos sistemas de saúde de diversas cidades do país.

Há uma imensa subnotificação e falta de transparência nos testes realizados, o que impede a população brasileira de saber o verdadeiro cenário da doença.


Magé/ Online.com – Notícias 

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