Novo regulamento restringe chefias a servidores de carreira e redefine regras para armamento da corporação.

Publicado em 24 de fevereiro de 2026
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou nesta segunda-feira (23) mudanças no comando da Força de Elite da Guarda Municipal, após a publicação de um novo decreto que regulamenta o uso de armas de fogo na corporação e estabelece que cargos de chefia deverão ser ocupados exclusivamente por servidores de carreira.
A medida faz parte de uma reestruturação interna da Guarda Municipal e ocorre em meio ao debate sobre o fortalecimento da segurança pública na capital fluminense. Segundo a prefeitura, o decreto tem como objetivo garantir maior controle, transparência e profissionalização na atuação dos agentes, especialmente nas unidades operacionais de maior complexidade.
Novo decreto
O texto publicado no Diário Oficial define critérios mais rígidos para o porte e uso de armas de fogo pelos guardas municipais, incluindo exigências de treinamento técnico, avaliação psicológica periódica e cumprimento de protocolos operacionais padronizados.
Além disso, o decreto determina que funções estratégicas e de comando na corporação passem a ser ocupadas apenas por servidores efetivos, vedando a nomeação de profissionais externos ou comissionados para esses cargos. A prefeitura argumenta que a mudança fortalece a hierarquia interna e valoriza a carreira dos guardas municipais.
Mudanças no comando
Com a nova regulamentação, houve alteração na chefia da Força de Elite, unidade considerada uma das mais preparadas da Guarda Municipal para atuar em ações de patrulhamento tático, apoio a operações e situações de maior risco.
A administração municipal informou que as mudanças buscam alinhar o comando da unidade às novas diretrizes estabelecidas pelo decreto, reforçando o perfil técnico e operacional da liderança.
Debate sobre armamento
A regulamentação do uso de armas pela Guarda Municipal é tema recorrente no Rio de Janeiro e divide opiniões. Enquanto defensores afirmam que o armamento amplia a capacidade de resposta da corporação, críticos apontam a necessidade de rigor na formação e fiscalização para evitar abusos.
A prefeitura sustenta que o decreto representa um avanço ao estabelecer regras claras, mecanismos de controle e critérios objetivos para o uso de armamento, além de reforçar a responsabilidade institucional.
Com as mudanças, a expectativa é que a nova fase da Guarda Municipal combine maior preparo técnico com controle administrativo mais rígido, em um momento de pressão por resultados concretos na área de segurança pública na cidade.

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