Ataque sem provas promovido por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke contra Alfredo Gaspar rompe o decoro parlamentar e exige punição exemplar.

Data de publicação: 13 de agosto de 2026
A política sempre foi um terreno de debates acalorados e divergências ideológicas profundas. No entanto, o que a sociedade brasileira testemunha nos últimos dias não é um embate de ideias, mas sim um espetáculo de degradação moral que avança perigosamente sobre o código penal. As denúncias infundadas propagadas pelo deputado federal Lindbergh Farias e pela senadora Soraya Thronicke contra o também deputado Alfredo Gaspar cruzaram qualquer limite aceitável de postura parlamentar, configurando uma tentativa explícita de assassinato de reputação.
Imputar a um homem público de trajetória reconhecida e honrada uma acusação tão vil e devastadora quanto o crime de estupro, sem o amparo de qualquer prova concreta, é um ato de violência psicológica e política sem precedentes.
O foco do ataque covarde não é a busca por justiça, mas sim a desconstrução planejada da imagem de um adversário — anunciado recentemente como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. Trata-se do uso da calúnia como arma eleitoral, uma tática rasteira que ataca a honra pessoal e familiar da vítima na tentativa de colher dividendos políticos.
Os fatos que emergem das investigações preliminares tornam o cenário ainda mais sombrio. Depoimentos colhidos pela Polícia Legislativa apontam para a suspeita de uma armação forjada, com relatos de que aliados políticos teriam inclusive oferecido vantagens financeiras para sustentar a falsa denúncia nascida nos bastidores da CPMI do INSS. Para comprovar sua inocência e desmascarar a farsa, o próprio Alfredo Gaspar tomou a iniciativa altiva de disponibilizar voluntariamente seu material genético às autoridades, um gesto que expõe a total segurança de quem nada deve e a fragilidade da narrativa de seus detratores.
Do outro lado, acuados pela gravidade das revelações, os parlamentares acusados tentam transferir o debate do código penal para a narrativa de perseguição. A defesa de Lindbergh Farias recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de uma reclamação protocolada sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes. Os advogados do petista negam veementemente qualquer participação em armações e sustentam que a Polícia Legislativa da Câmara agiu de forma unilateral, ilegal e fora de suas competências institucionais ao colher os depoimentos que os desabonam. Buscam, por vias técnicas e processuais, anular as provas que pesam contra eles. Já Soraya Thronicke, também instada a se manifestar pelo STF em queixa-crime por denunciação caluniosa, limita-se a rechaçar as acusações e a apontar o caso como uma suposta manobra de blindagem política do grupo adversário.

A despeito do malabarismo jurídico dos investigados, a resposta das instituições precisa ser firme e pedagógica. Na Câmara dos Deputados, a abertura formal do processo disciplinar no Conselho de Ética — agora sob a relatoria do deputado Acácio Favacho — é o primeiro passo para punir a flagrante quebra de decoro. A cassação do mandato de Lindbergh Farias não é apenas uma possibilidade regimental; é um imperativo moral para preservar a dignidade do próprio parlamento.
Contudo, a punição política não basta. O ataque promovido por Lindbergh e Soraya deve ser tratado com o rigor da lei nas instâncias cível e criminal. A imunidade parlamentar foi criada para proteger a liberdade de expressão no exercício do mandato, e não para servir de escudo protetor para a prática de crimes como calúnia. O Supremo Tribunal Federal, que já solicitou manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o caso, tem o dever de aplicar o peso da justiça criminal aos responsáveis. Paralelamente, as ações na esfera cível devem garantir que os agressores respondam financeiramente pelos danos morais incalculáveis causados à imagem de um deputado honrado.
O Brasil não pode normalizar o vale-tudo da infâmia. Quando parlamentares utilizam suas posições de poder para inventar crimes e destruir vidas, eles abrem mão do direito de representar o povo. A punição exemplar de Lindbergh Farias e Soraya Thronicke é urgente, pois só a justiça rigorosa poderá restabelecer a honra de quem foi injustamente atacado e desenhar uma linha clara que impeça a política de se afogar na criminalidade.

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