CONTA DE LUZ TERÁ BANDEIRA AMARELA EM SETEMBRO

Manutenção da bandeira amarela representa cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos; medida está em vigor desde maio.

Publicado em 29 de agosto de 2026

A conta de luz continuará com cobrança adicional em setembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (28) que a bandeira tarifária será amarela pelo quinto mês consecutivo, mantendo o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A decisão ocorre em um cenário de condições menos favoráveis para a geração de energia elétrica no país, que aumenta os custos de produção e exige maior atenção às condições do sistema elétrico.

A bandeira amarela está sendo aplicada desde maio e também foi mantida em junho, julho e agosto. Com a decisão da Aneel, o adicional continuará incidindo sobre o consumo dos consumidores abrangidos pelo Sistema de Bandeiras Tarifárias durante todo o mês de setembro.

COMO FUNCIONA A COBRANÇA

Na prática, o valor adicional é proporcional ao consumo. Para cada 100 kWh utilizados, são acrescentados R$ 1,885 à conta de energia.

Assim, por exemplo, um consumidor que utilize 200 kWh no mês terá um adicional de aproximadamente R$ 3,77, antes da incidência dos demais componentes que possam compor a fatura.

O valor da bandeira não substitui a tarifa normal de energia. Ele funciona como um mecanismo que sinaliza mensalmente as condições de geração e os custos associados ao fornecimento de eletricidade.

POR QUE A BANDEIRA AMARELA FOI MANTIDA?

A manutenção está relacionada às condições de geração de energia no período. Durante períodos menos favoráveis, especialmente quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, pode ser necessário recorrer mais às usinas termelétricas, que possuem custos de geração mais elevados.

A Aneel explicou que a bandeira tarifária permite que os consumidores tenham uma sinalização mais clara sobre os custos de geração de energia em cada mês.

O sistema utiliza diferentes cores para indicar a situação:

  • Bandeira verde: condições favoráveis de geração, sem cobrança adicional;
  • Bandeira amarela: condições menos favoráveis, com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh;
  • Bandeira vermelha – patamar 1: condições mais custosas de geração;
  • Bandeira vermelha – patamar 2: cenário de custos ainda mais elevados.

CONSUMIDOR DEVE REDOBRAR OS CUIDADOS

Com a bandeira amarela mantida, a Aneel reforça a recomendação para que os consumidores evitem desperdícios e adotem medidas de uso consciente da energia.

Reduzir o tempo de utilização de aparelhos elétricos, evitar deixar equipamentos ligados sem necessidade e utilizar de forma eficiente aparelhos que consomem mais energia são algumas medidas que podem ajudar a diminuir o valor final da fatura.

A redução do consumo não altera a cor da bandeira, que é definida mensalmente para o Sistema Interligado Nacional. No entanto, consumir menos energia reduz diretamente a quantidade de kWh sobre a qual será aplicado o adicional.

BANDEIRA É DEFINIDA MÊS A MÊS

A cor da bandeira é definida pela Aneel com base nas condições de operação do sistema de geração de energia. A avaliação considera fatores relacionados à geração hidráulica e térmica e aos custos da energia no mercado de curto prazo.

Dessa forma, a bandeira de setembro não determina necessariamente qual será a cobrança em outubro. A situação será novamente avaliada pela agência ao longo das próximas semanas.

A expectativa é que a definição dos próximos meses continue acompanhando a evolução das condições de geração e dos reservatórios das hidrelétricas.

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