Foliões vítimas de assalto lotam delegacias do Rio após blocos

Mais cedo, em Copacabana, houve uma tentativa de assalto a um ônibus.

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Ao fim de dois grandes blocos que aconteceram na cidade neste sábado,  Cordão do Bola Preta, no Centro, e Favorita, em Copacabana foram as delegacias que ficaram lotadas. Mesmo com a Polícia Civil em greve, muitas vítimas de roubo ou furto compareceram às unidades para tentar registrar a ocorrência. No entanto, elas foram orientadas a fazê-lo pelo sistema online. A Polícia Militar não divulgou o balanço de prisões.

Uma foliã, que estava num grupo de amigas, na Lapa, teve o celular levado por três homens, por volta de meio-dia. Policiais do Centro Presente viram a ação dos bandidos e conseguiram alcançá-los — dois deles eram menores de idade. O aparelho da vítima foi recuperado:

— O mais velho pediu nossos celulares e nos ameaçou dizendo que estava com uma faca. Ele fugiu levando o aparelho de uma de nossas amigas, mas o pessoal do Centro Presente viu e conseguiu recuperá-lo — disse a professora de história Danielle Rodrigues, que é veterana do carnaval da cidade — Curto a festa do Rio há sete anos e nunca passei por nada desse tipo. É sempre uma folia de paz. Aconteceu agora, foi uma fatalidade. — disse.

Na 5ª DP (Mem de Sá), no Centro, para onde o trio foi levado, havia pelo menos dez pessoas detidas, até as 17h, suspeitas de praticarem o mesmo crime. Na 12ª DP (Copacabana), bairro onde desfilou o Bloco da Favorita, que atraiu 700 mil foliões, não teve nenhuma prisão em flagrante até as 18h, mas o número de pessoas roubadas querendo registrar a ocorrência era enorme.

Mais cedo, em Copacabana, houve uma tentativa de assalto a um ônibus. Para evitar o roubo, um policial civil atirou duas vezes para o alto. Segundo a 13ª DP (Ipanema), o oficial passava pelo local, na esquina das ruas Barata Ribeiro com Miguel Lemos, e efetuou os disparos ao perceber a ação criminosa. Os bandidos, no entanto, conseguiram fugir. Ninguém ficou ferido.

REDUÇÃO NO NÚMERO DE POLICIAIS NAS RUAS

Não bastassem a saída das Forças Armadas do Rio, na última quarta-feira, e a greve da Polícia Civil, que já passa de um mês, cariocas e turistas foram surpreendidos, às vésperas do carnaval — a festa mais importante da cidade — com a informação de que o número de policiais militares será 22,8% menor, durante os dias de folia, em relação ao ano passado. As ruas serão patrulhadas por 11.937 policiais, 3.527 a menos do que a tropa mobilizada em 2016. O porta-voz da corporação, major Ivan Blaz, em entrevista, já havia admitido a redução. Mas, segundo ele, a medida não causará prejuízo à segurança. Segundo ele, o redimensionamento foi possível porque muitas prefeituras teriam reduzido a programação de carnaval.

— Muitas prefeituras estão passando por dificuldades financeiras. A crise impactou o carnaval e houve redução da programação, inclusive no Rio de Janeiro. Isso nos possibilitou redimensionar o efetivo de policiais que será empregado — alegou o major.

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Fonte: O Globo

 

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