Delegado é encontrado morto com marcas de tiro no Viaduto de Benfica

Monteiro atuava como professor e instrutor na corporação.

O delegado Fábio Monteiro, da Central de Garantias Norte (CG-Norte), foi encontrado morto e com marcas de tiros, na tarde desta sexta-feira, no porta-malas de um carro, na Praça Dario Rogério, perto do Viaduto de Benfica, na Zona Norte do Rio. A CG-Norte funciona dentro da Cidade da Polícia, próximo ao local onde o corpo do delegado foi encontrado.

O corpo de Monteiro foi encontrado depois que pedestres viram quando homens abandonaram o carro e correram em direção às favelas do Arará e do Jacarezinho. Os passantes, então, alertaram os policiais de plantão num posto do 22º BPM (Maré) a poucos metros do veículo. De acordo com a Polícia Civil, a Delegacia de Homicídios (DH) da Capital foi acionada e está investigando o crime.

O delegado foi visto por colegas de trabalho pela última vez por volta do meio dia, quando saiu da Cidade da Polícia e disse que ia almoçar. As primeiras informações são de que assaltantes abordaram Fábio Monteiro na localidade conhecida como Buraco do Lacerda, próximo à comunidade do Jacarezinho. Ele teria reagido, ou identificado como policial e teria sido levado para a favela, onde foi executado. Depois, o corpo foi abandonado dentro do porta-mala do carro. A polícia já está em posse de imagens das câmeras de monitoramento da CET-Rio e vai analisá-las.

Após a identificação do corpo, policiais civis de diferentes delegacias especializadas, como a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), deram início a uma operação para encontrar os responsáveis pelo crime nas comunidades do Arará e Jacarezinho, para onde os bandidos teriam fugido. Um intenso tiroteio começou por volta das 16h, e pelo menos uma pessoa foi baleada.

Na conta oficial da Polícia Civil, no Twiter, a corporação publicou uma nota de pesar pela morte do delegado.

Monteiro atuava como professor e instrutor na corporação. Em uma postagem no Instagram, publicada no dia 31 de dezembro, o delegado lamentou a situação da segurança no Rio em 2017, com salários atrasados, e a morte de colegas e amigos.

“Desejo a todos os amigos, familiares, alunos (meus guerreiros) um excelente ano novo!! Gostaria de agradecer a Deus pela minha saúde e de minha família! Foi um ano difícil, principalmente na área de segurança pública: salários atrasados e morte de colegas (alguns amigos) mas chegamos até aqui e sobrevivemos! Partimos para uma nova jornada. E se desejamos algo novo e melhor, devemos nós fazermos o novo e o melhor!!! Sempre em frente!!”, escreveu.

Fonte: Jornal Extra

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