PF FAZ NOVAS BUSCAS CONTRA PASTOR MÁRCIO PONCIO NA 9ª FASE DA OPERAÇÃO UNHA E CARNE

Religioso foi preso em julho e cumpre prisão domiciliar; sobrinho do contraventor Adilsinho também está entre os alvos da investigação.

Publicado em: 29 de outubro de 2026

O pastor Márcio Poncio voltou a ser alvo de diligências da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (29), durante a nona fase da Operação Unha e Carne. O religioso, que foi preso em 2 de julho, na quinta etapa da investigação, atualmente cumpre prisão domiciliar.

Outro alvo da nova fase é Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. O nome dele aparece entre os investigados pela operação, que vem avançando sobre suspeitas de envolvimento de diferentes pessoas em um esquema criminoso.

As diligências desta quinta-feira representam mais um desdobramento da investigação conduzida pela Polícia Federal. Até o momento, as informações divulgadas indicam que Márcio Poncio voltou a ser alvo de buscas, mas não permitem concluir, por si só, que tenha ocorrido uma nova prisão ou que tenham sido impostas novas medidas judiciais contra ele.

Pastor foi preso na quinta fase da operação

Márcio Poncio foi preso em 2 de julho de 2026, durante a quinta fase da Operação Unha e Carne. Desde então, o caso passou por novos desdobramentos, e o pastor passou a cumprir prisão domiciliar.

A nova diligência contra o religioso indica que ele permanece no radar das autoridades responsáveis pela investigação. No entanto, o alcance das buscas realizadas nesta quinta-feira e os eventuais materiais apreendidos precisam ser confirmados pelas informações oficiais da Polícia Federal.

Sobrinho de Adilsinho também é alvo

Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho de Adilsinho, também está entre os alvos da nona fase da operação.

O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho já havia sido alvo de um mandado de prisão cumprido durante a quinta fase da Unha e Carne, deflagrada em julho.

A inclusão de Bernardo entre os alvos desta nova etapa amplia o alcance das diligências, mas a condição de investigado não representa, por si só, comprovação de culpa ou participação em eventuais crimes.

Buscas na Barra da Tijuca

Nesta quinta-feira, os agentes federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, três dos endereços são salas comerciais ligadas a Márcio Poncio. O quarto é um imóvel residencial vinculado a Bernardo Coutinho Loyola. Os policiais procuram documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

Investigação aponta possível ocultação de patrimônio

Segundo a Polícia Federal, a nona fase da Operação Unha e Carne é resultado da análise de informações obtidas após a quinta etapa, especialmente de dados extraídos de um aparelho celular apreendido durante as diligências anteriores.

A análise teria permitido identificar novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais supostamente utilizados para administrar, movimentar e ocultar recursos financeiros.

As apurações apontam indícios de uma rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas que estariam registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros. Segundo os investigadores, parte desses bens permaneceria sob a administração de integrantes do grupo investigado.

A PF também identificou indícios de movimentações financeiras em dinheiro vivo, operações sem rastreabilidade considerada compatível e utilização de empresas brasileiras e estrangeiras, inclusive em jurisdições com tributação favorecida.

Outro ponto sob investigação é a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvincular formalmente a propriedade de bens de elevado valor econômico de seus supostos controladores. Essas suspeitas ainda precisam ser esclarecidas no curso das investigações.

Operação Unha e Carne

A Operação Unha e Carne investiga uma organização criminosa e possíveis conexões com agentes públicos no Rio de Janeiro. As diferentes fases da força-tarefa apuram suspeitas que incluem organização criminosa, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.

A nova etapa busca reunir provas para esclarecer a origem dos recursos, a titularidade efetiva dos bens identificados e a eventual participação dos investigados nas irregularidades apuradas.

Até a divulgação das informações consultadas, não havia confirmação de novas prisões nesta nona fase. As buscas constituem medidas investigativas e não representam, isoladamente, comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

A Polícia Federal não detalhou publicamente todos os elementos individualizados atribuídos a cada investigado. O resultado das apreensões e os próximos passos da apuração poderão esclarecer a extensão das suspeitas.

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