Partido contesta a confirmação da vitória de Douglas Ruas no primeiro turno após a anulação dos votos de Anthony Garotinho e pede a suspensão da recontagem.

Publicado em 15 de outubro de 2026
O Partido Social Democrático (PSD), ligado ao ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar restabelecer o segundo turno da eleição para governador do estado, previsto para o dia 25 de outubro.
A sigla contesta a decisão da Justiça Eleitoral que confirmou a vitória de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno, após a anulação dos votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos). Com a retotalização dos votos válidos, Ruas alcançou 50,88% do total, percentual suficiente para garantir a eleição sem a necessidade de uma nova votação, conforme o resultado divulgado pela Justiça Eleitoral.
PSD pede suspensão da retotalização
Na ação apresentada ao STF, o PSD solicita, em caráter liminar, a suspensão dos efeitos da retotalização dos votos. O partido busca reverter o entendimento que confirmou a vitória de Douglas Ruas no primeiro turno e pretende que a disputa pelo governo fluminense seja decidida em segundo turno, entre os dois candidatos mais votados.
A concessão de uma liminar depende da análise do Supremo. Até que haja uma decisão judicial que modifique o resultado reconhecido pela Justiça Eleitoral, permanece válido o entendimento que confirmou a vitória de Ruas no primeiro turno.
Anulação dos votos de Garotinho mudou o resultado
A controvérsia teve origem na situação eleitoral de Anthony Garotinho. Após decisões judiciais que determinaram a anulação dos votos recebidos pelo candidato, a Justiça Eleitoral realizou a retotalização da votação.
O procedimento alterou a distribuição dos votos válidos e levou Douglas Ruas a ultrapassar a marca de 50%, percentual determinante para a definição da eleição em primeiro turno.
O caso passou, então, a ser alvo de questionamentos políticos e jurídicos, com o PSD buscando a intervenção do Supremo para reverter os efeitos da decisão eleitoral.
Segundo turno depende de decisão judicial
A data de 25 de outubro foi prevista para a realização do segundo turno, mas a confirmação da disputa depende do desfecho jurídico sobre a validade da retotalização e do resultado proclamado.
O STF deverá analisar os argumentos apresentados pelo PSD e decidir se há fundamento para suspender os efeitos da decisão contestada. Uma eventual mudança no cenário eleitoral dependerá dos termos da decisão judicial e das providências determinadas à Justiça Eleitoral.
Até lá, a principal questão é se o resultado obtido após a anulação dos votos de Garotinho será mantido ou se haverá uma decisão capaz de reabrir a disputa pelo governo do Rio de Janeiro.

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