Valdeck Ferreira, lideranças do PT, Jane Pereira e outros nomes começam a movimentar o tabuleiro político mageense; possíveis alianças e candidaturas já entram no radar da disputa pelo Palácio Anchieta.

Publicado em 28 de outubro de 2026
MAGÉ — Na política, quem espera o calendário eleitoral para começar a se movimentar pode acabar chegando atrasado à disputa. Em Magé, na Baixada Fluminense, os bastidores já dão sinais de que a corrida pela Prefeitura em 2028 começou antes mesmo de os grupos políticos definirem seus próximos passos.
Depois de ouvir a população sobre o cenário eleitoral e observar os reflexos das últimas eleições no município, a reportagem da RedeTV+ avançou na apuração e identificou nomes, movimentos partidários e possíveis composições que começam a desenhar o futuro da sucessão municipal.
Entre a experiência acumulada no Legislativo, a reorganização da esquerda, as articulações com lideranças de municípios vizinhos e a movimentação de novos grupos, o cenário mageense começa a ganhar contornos de uma disputa que promete movimentar os próximos dois anos.
Ainda não há, neste levantamento, candidaturas oficialmente confirmadas para a Prefeitura. O que existe são sinais políticos, conversas, aproximações e projetos que começam a aparecer no radar. E é justamente nesse terreno que a sucessão de 2028 começa a ser construída.

VALDECK FERREIRA: O PRESIDENTE DA CÂMARA NO RADAR DA SUCESSÃO
O primeiro nome desta análise é o do atual presidente da Câmara Municipal de Magé, vereador Valdeck Ferreira, filiado ao Progressistas (PP).
Com uma trajetória marcada pelo desempenho nas urnas e pela atuação no Legislativo, o parlamentar desponta como um dos nomes a serem observados na corrida sucessória. Segundo o histórico eleitoral atribuído ao vereador, sua votação expressiva em dois mandatos consecutivos contribuiu para consolidar sua posição no cenário político municipal.
Além da força eleitoral, Valdeck vem construindo relações políticas e acumulando experiência na articulação entre vereadores, partidos e grupos locais. Sua participação em frentes eleitorais e na formação de alianças partidárias também integra o repertório político que poderá ser utilizado em uma eventual disputa majoritária.
A possibilidade de concorrer à Prefeitura não seria um projeto surgido de última hora. O desejo de alcançar o comando do Executivo municipal é apontado como uma ambição antiga do parlamentar, que, em diferentes ocasiões, teria manifestado interesse em contribuir diretamente para a administração da cidade.
Identificado com o campo de centro-direita, Valdeck poderá encontrar espaço para ampliar sua base de apoio entre eleitores e lideranças alinhados a esse espectro político. O desempenho eleitoral da direita em Magé, caso se mantenha como referência para a próxima disputa, poderá influenciar a construção de alianças e a definição de uma eventual candidatura.
Mas o caminho até o Palácio Anchieta exigirá mais do que uma votação expressiva para o Legislativo. A disputa majoritária demanda capacidade de diálogo com diferentes segmentos da população, articulação partidária e a construção de um projeto administrativo capaz de ultrapassar as fronteiras da atual base de apoio do vereador.
Nos bastidores, a pergunta é inevitável: Valdeck Ferreira pretende transformar a força construída na Câmara Municipal em uma candidatura à Prefeitura em 2028?
A resposta dependerá dos próximos movimentos do parlamentar e das alianças que conseguir estabelecer. Por enquanto, seu nome ocupa uma posição de destaque no tabuleiro político mageense.

A ESQUERDA TAMBÉM SE ORGANIZA: PT PREPARA REAÇÃO PARA 2028
Se a centro-direita começa a avaliar seus caminhos, a esquerda também dá sinais de que pretende participar ativamente da disputa pelo Executivo municipal.
Uma das surpresas registradas pela reportagem foi o encontro com representantes da militância de esquerda em Magé. O grupo demonstrou disposição para organizar uma frente política visando às eleições de 2028, com a participação do Partido dos Trabalhadores (PT) e de outras legendas do mesmo campo ideológico.
Entre os nomes mencionados estão Sandra Silva, dirigente sindicalista, e Bia Nunes, apontadas como possíveis protagonistas de uma articulação destinada a fortalecer a presença da esquerda no cenário municipal.
A proposta de construção de uma frente poderá reunir diferentes lideranças e organizações partidárias em torno de uma estratégia comum. O objetivo seria ampliar a participação eleitoral do campo progressista, estabelecer alianças e buscar maior competitividade na disputa pela Prefeitura.
O desafio, entretanto, será transformar a disposição manifestada pela militância em uma estrutura política capaz de dialogar com o eleitorado mageense. Para isso, a esquerda precisará definir prioridades, construir convergências internas e apresentar propostas conectadas às demandas da população.
A reorganização também dependerá da capacidade de entendimento entre os partidos envolvidos. A definição de uma candidatura competitiva poderá passar por negociações, avaliação de nomes e construção de um programa comum.
Sandra Silva (PT), Atua no movimento sindical e político no Rio de Janeiro. É vice-presidente do PT de Magé, secretária-geral da FESEP/RJ (Federação dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais do Estado do Rio de Janeiro) e Bia Nunes (PDT), Professora Bia Nunes, educadora, ativista e pesquisadora da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), poderão integrar uma frente de oposição ao campo político que hoje concentra forças na direita municipal?
A possibilidade está no horizonte das articulações, mas a composição definitiva ainda precisa ser esclarecida pelos próprios envolvidos. O movimento, contudo, sinaliza que a esquerda pretende entrar no debate sucessório e disputar espaço na construção dos rumos políticos de Magé.

JANE PEREIRA E JOÃO VICTOR FAMÍLIA: UMA POSSÍVEL CHAPA GANHA O RADAR
Outro movimento que chamou a atenção foi a visita a Magé do deputado federal Gutemberg Reis (MDB), acompanhado pela vereadora Jane Pereira (MDB) e pelo vereador João Victor Família (PSDB).
A presença do grupo nas proximidades do Palácio Anchieta, antigo prédio ligado à administração municipal, ganhou repercussão após o registro de fotografias divulgadas nas redes sociais.
Jane Pereira, apontada como a vereadora mais votada do município, surge nesse cenário como um nome com potencial para participar da disputa majoritária. Ao lado dela, João Victor Família aparece como possível aliado em uma composição que, nos bastidores, já desperta especulações sobre a formação de uma chapa para 2028.
Uma das hipóteses levantadas é a de Jane na disputa pela Prefeitura, com João Victor como possível candidato a vice-prefeito. A presença de Gutemberg Reis também alimenta a leitura de que o grupo poderá buscar apoio político fora dos limites municipais, especialmente entre lideranças com atuação na Baixada Fluminense.
É importante ressaltar, porém, que uma fotografia ou um encontro político não representa, por si só, a confirmação de uma aliança eleitoral. Até o momento, a eventual composição deve ser tratada como uma possibilidade a ser esclarecida pelos envolvidos.
Após o registro das imagens, o grupo seguiu para a Câmara Municipal, onde se encontrou com o presidente da Casa, Valdeck Ferreira.
Foi justamente essa aproximação que ampliou as especulações nos bastidores. A possibilidade de uma composição política entre os grupos passou a ser comentada informalmente, mas não houve, nas informações reunidas para esta reportagem, confirmação pública de um acordo entre os envolvidos.
Caso as conversas avancem, o cenário poderá ganhar novos contornos. Uma aproximação entre lideranças com bases eleitorais próprias poderia alterar a configuração da disputa e abrir espaço para alianças mais amplas.
Por enquanto, a pergunta permanece: o encontro foi apenas uma agenda institucional ou representa o início de uma articulação com os olhos voltados para 2028?
A resposta ainda depende de manifestações oficiais. Até lá, o episódio permanece como um dos movimentos que merecem acompanhamento no tabuleiro político de Magé.

OUTROS NOMES ENTRAM NO RADAR DA DISPUTA
A sucessão municipal não se resume aos nomes que já aparecem com maior frequência nas conversas políticas. Outros personagens também poderão participar da construção de alianças, disputar espaço dentro dos partidos ou apresentar projetos próprios para a Prefeitura.
Entre eles está Carlos Henrique Rios Lemos, conhecido como Boneco, apontado neste levantamento como atual secretário municipal de Meio Ambiente e sem partido. Sua participação no cenário sucessório dependerá dos caminhos políticos que decidir seguir e das alianças que eventualmente conseguir construir.
Outro nome mencionado é o de José Augusto Nalin, ligado ao Partido Liberal (PL) e identificado como suplente no contexto eleitoral relacionado a Carlos Jordy. Sua posição política e suas futuras articulações também poderão influenciar a formação de grupos interessados em participar da disputa municipal.
A presença desses nomes amplia o leque de possibilidades para 2028, mas ainda não permite afirmar que todos serão candidatos à Prefeitura. Eles poderão integrar alianças, apoiar outras candidaturas ou buscar espaço em diferentes posições dentro do cenário eleitoral.
Além deles, outras lideranças deverão surgir à medida que as conversas avancem e os partidos comecem a organizar suas estratégias.
Em uma eleição municipal, nem sempre os primeiros nomes a aparecer são aqueles que chegam à reta final. A formação de alianças, as mudanças de posicionamento e os acordos partidários podem alterar significativamente o cenário ao longo do processo.
O TABULEIRO ESTÁ MONTADO, MAS O JOGO ESTÁ APENAS COMEÇANDO
A movimentação registrada em Magé indica que diferentes setores políticos já começam a se preparar para a sucessão municipal de 2028.
Valdeck Ferreira aparece como um nome a ser observado dentro da centro-direita. Sandra Silva, Bia Nunes e representantes da militância petista sinalizam disposição para reorganizar a esquerda. Jane Pereira e João Victor Família surgem em meio a especulações sobre uma possível composição, enquanto Gutemberg Reis aparece como uma liderança com potencial de articulação política regional.
Carlos Henrique Rios Lemos, José Augusto Nalin e outros personagens também poderão integrar o conjunto de forças que se movimentarão nos próximos meses.
O cenário, entretanto, permanece aberto. Nenhuma dessas movimentações, isoladamente, determina quem estará na disputa final. Até a definição das candidaturas, haverá espaço para negociações, alianças, mudanças de estratégia e o surgimento de novos protagonistas.
O que já se percebe é que a disputa pelo comando da Prefeitura de Magé começa a ocupar espaço nas conversas políticas muito antes do início oficial do calendário eleitoral.
E, se depender da movimentação dos bastidores, os próximos dois anos prometem ser de intensa articulação.
A RedeTV+ continuará acompanhando os passos dos possíveis protagonistas, ouvindo as lideranças políticas e verificando as informações que poderão ajudar a compreender os rumos da sucessão municipal.
Porque, em Magé, a corrida de 2028 já entrou no radar. E os bastidores podem revelar muito antes das urnas quem pretende disputar o futuro da cidade.

Rede TV Mais A Notícia da sua cidade!