MAGÉ CONCLUI AGROFLORESTAIS COM FOCO EM SUSTENTABILIDADE E GERAÇÃO DE RENDA

Iniciativa do Projeto Cultivar, desenvolvido pelo Instituto PermaLab, integra produção de alimentos, recuperação ambiental e participação de mulheres de comunidades periféricas.

Publicado em 1º de outubro de 2026

O município de Magé, na Baixada Fluminense, concluiu, em setembro, a implantação de três Sistemas Agroflorestais (SAFs) por meio do Projeto Cultivar – Programa de Aceleração da Transição Agroecológica de Sistemas Alimentares em Territórios Periféricos do Rio de Janeiro. A iniciativa é realizada pelo Instituto PermaLab e busca fortalecer práticas sustentáveis de produção de alimentos, promover a recuperação ambiental e ampliar as oportunidades de geração de renda nas comunidades atendidas.

As atividades tiveram início em maio e foram desenvolvidas com a participação de mulheres das localidades envolvidas, que contribuíram para a construção e a execução das ações. O projeto associa conhecimentos agroecológicos, educação ambiental e valorização do território, estimulando alternativas de produção que consideram tanto as necessidades das comunidades quanto a preservação dos recursos naturais.

Agroecologia e fortalecimento comunitário

Os sistemas agroflorestais são modelos de cultivo que integram árvores, plantas alimentícias e outras espécies vegetais em uma mesma área. A prática contribui para a conservação do solo, a retenção de umidade, o aumento da biodiversidade e a recuperação de áreas degradadas, além de favorecer a produção diversificada de alimentos.

Em Magé, a implantação dos três SAFs representa uma oportunidade de aproximar a produção alimentar da preservação ambiental, estimulando o uso sustentável dos espaços e o compartilhamento de conhecimentos entre as participantes e a equipe técnica do projeto.

Mulheres no centro das ações

Um dos principais eixos do Projeto Cultivar é o protagonismo feminino. As mulheres participam das etapas de implantação e manutenção dos sistemas agroflorestais, assim como das decisões relacionadas à destinação e à comercialização dos alimentos produzidos.

A iniciativa também prevê atividades de formação em empreendedorismo, fóruns e espaços de diálogo sobre questões ambientais, sociais e territoriais. A produção poderá ser utilizada no consumo das próprias famílias ou comercializada em feiras e outros espaços, ampliando as possibilidades de renda e autonomia econômica das participantes.

A metodologia considera as características de cada comunidade, levando em conta fatores como vulnerabilidade socioeconômica, insegurança alimentar, falta de infraestrutura e a presença de lideranças locais. A proposta é desenvolver soluções em conjunto com os moradores, valorizando os conhecimentos já existentes nos territórios. <Cite refs={[“turn832858search0″,”turn832858search2”]}/>

Projeto terá continuidade até 2027

O Projeto Cultivar tem duração prevista de 18 meses, entre abril de 2026 e outubro de 2027. Além de Magé, a iniciativa amplia sua atuação para outras áreas periféricas do município do Rio de Janeiro, incluindo Campo Grande, na Zona Oeste, e Penha e Complexo do Alemão, na Zona Norte.

O Instituto PermaLab acumula mais de 64 projetos realizados no estado do Rio de Janeiro, com impacto declarado de mais de 50 mil pessoas beneficiadas e mais de 8 mil árvores nativas plantadas em áreas degradadas. <Cite refs={[“turn832858search0″,”turn832858search9”]}/>

Com a conclusão dos três sistemas agroflorestais em Magé, o Cultivar dá continuidade a uma proposta que articula agricultura sustentável, educação ambiental, segurança alimentar e inclusão produtiva. A iniciativa busca contribuir para que as comunidades periféricas ampliem sua capacidade de produzir alimentos, gerar oportunidades econômicas e enfrentar os desafios ambientais.

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