Valentina Lazarini, que começou a pintar em casa, vai apresentar trabalhos em Osaka e Tóquio e amplia trajetória internacional iniciada em Paris.

Publicado em 8 de setembro de 2026
Aos apenas 10 anos, a artista plástica Valentina Lazarini, moradora de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, está prestes a dar mais um importante passo em sua trajetória artística. Depois de expor seus trabalhos em Paris e no Rio de Janeiro, a jovem vai levar suas pinturas para duas exposições no Japão, consolidando uma carreira que começou ainda na infância.
A primeira etapa da viagem será em Osaka, onde Valentina participará de uma exposição entre os dias 15 e 20 de setembro. Na mostra, a artista apresentará três obras. Depois, seguirá para Tóquio, onde participará de uma segunda exposição, entre os dias 6 e 9 de outubro, desta vez com quatro trabalhos.
A viagem representa a realização de um sonho que, segundo a própria Valentina, estava planejado para acontecer somente quando ela fosse mais velha. A oportunidade, entretanto, surgiu antes do esperado após o reconhecimento de seu trabalho no exterior.

TRAJETÓRIA COMEÇOU EM CASA
A relação de Valentina com a pintura começou de maneira simples, dentro de casa. O que inicialmente era uma brincadeira foi ganhando espaço na rotina da menina à medida que ela passou a demonstrar interesse em aprender novas técnicas e desenvolver seu próprio estilo.
A família percebeu o talento e passou a incentivar a atividade. A jovem também começou a compartilhar suas pinturas pela internet, experiência que ajudou a ampliar a visibilidade de seu trabalho.
Para Valentina, pintar também é uma forma de relaxamento e expressão. Ela conta que se sente tranquila e serena durante o processo criativo e já considera a arte como uma possível profissão para o futuro.
OBRAS INSPIRADAS EM EMOÇÕES E EXPERIÊNCIAS
Parte do diferencial do trabalho da jovem artista está na maneira como ela transforma sentimentos e experiências pessoais em pinturas abstratas.
Entre as obras apresentadas em sua trajetória estão “A Pesca no Inverno”, “Rúbia” e “Misericórdia”. Esta última, segundo Valentina, foi inspirada em sua avó, que passou por uma cirurgia cardíaca. A menina utilizou uma composição predominantemente vermelha e linhas coloridas para representar, de forma simbólica, as veias.
Já “A Pesca no Inverno” foi inspirada em elementos relacionados à água, ao frio e ao azul, enquanto “Rúbia” recebeu esse nome por apresentar uma composição marcada pelos tons avermelhados.
Outro trabalho que chama atenção é “O Arco-Íris da Vida”, criado de maneira espontânea, enquanto Valentina ouvia música. Para ela, as diferentes cores representam estados emocionais e momentos distintos da vida.
DO LOUVRE AO JAPÃO
A expansão internacional da carreira de Valentina ganhou força depois de sua participação no tradicional Salão Internacional de Arte Contemporânea – Carrousel du Louvre, em Paris.
A experiência abriu novas possibilidades para a jovem. Segundo a mãe, Adriana, um curador brasileiro que conheceu os trabalhos de Valentina durante a exposição em Paris entrou em contato posteriormente e fez o convite para a mostra no Japão.
A participação em Osaka acabou levando a um novo convite. Uma curadora da Grécia, Evelyn Tskoura, conheceu o trabalho da menina por meio das divulgações relacionadas à exposição japonesa e a convidou para participar também da mostra em Tóquio.
FAMÍLIA VIVE EXPECTATIVA PARA A VIAGEM
Para a família, a sequência de convites internacionais ainda causa surpresa. O que começou como uma atividade artística dentro de casa acabou levando Valentina a apresentar suas obras em diferentes países.
A mãe conta que o reconhecimento conquistado em Paris foi um momento marcante, especialmente por ver a filha, ainda tão jovem, entre artistas de diferentes nacionalidades.
Agora, a expectativa está voltada para a viagem ao Japão. Além da oportunidade profissional, a experiência também tem um significado pessoal para Valentina, que sempre teve o desejo de conhecer o país.
SONHO DE SER PROFESSORA DE ARTE
Apesar da pouca idade, Valentina já fala sobre o futuro. Além de continuar pintando e desenvolver sua carreira artística, ela revelou que também gostaria de se tornar professora de arte quando adulta.
A nova etapa internacional mostra como uma atividade iniciada ainda na infância pode se transformar em uma trajetória artística promissora. Em setembro e outubro, os trabalhos da jovem de Teresópolis atravessarão o mundo para serem apresentados ao público japonês, levando consigo um pouco da criatividade e da visão de uma artista que ainda está apenas começando.

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