Organização criminosa teria criado empresa de fachada para alugar veículos e revendê-los ilegalmente; prejuízo estimado às locadoras chega a R$ 1 milhão.

07 de agosto de 2026
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta sexta-feira (7), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de clonar e revender veículos pertencentes a locadoras de automóveis. A ação tem como objetivo cumprir nove mandados de busca e apreensão em diferentes municípios do estado.
As diligências acontecem na capital fluminense e nas cidades de São João de Meriti e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, além de Cabo Frio, na Região dos Lagos.
Esquema envolvia empresa de fachada
De acordo com as investigações, os criminosos teriam criado uma empresa de fachada para alugar veículos de grandes locadoras. Após retirar os automóveis, o grupo adulterava a documentação e a identificação dos carros, que eram revendidos a terceiros como se fossem de propriedade legítima da organização.
A fraude permitia que os veículos circulassem com aparência de regularidade, dificultando a identificação da origem ilícita e causando prejuízos significativos às empresas do setor.
Segundo a Polícia Civil, o esquema teria provocado um prejuízo estimado em R$ 1 milhão às locadoras vítimas da fraude.
Prisão em flagrante
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes encontraram cédulas falsas de dinheiro na residência de um dos investigados. O suspeito, cuja identidade não foi divulgada, foi preso em flagrante pelo crime de moeda falsa.
O material apreendido será encaminhado para perícia, e a investigação seguirá para apurar a origem das cédulas e eventual ligação com outras atividades criminosas.
Investigações continuam
Além da apreensão de documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que podem auxiliar nas investigações, a Polícia Civil busca identificar todos os integrantes da organização, os compradores dos veículos e possíveis receptadores.
Os investigados poderão responder por crimes como:
- Organização criminosa;
- Estelionato;
- Receptação;
- Adulteração de sinal identificador de veículo automotor;
- Uso de documento falso;
- Moeda falsa, no caso do preso em flagrante.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e novas fases da operação não estão descartadas.

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