Manifestação reúne centenas no Rio e ecoa movimento nacional contra o feminicídio, que segue em alta apesar de políticas de enfrentamento.

Centenas de mulheres tomaram a Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na tarde deste domingo (7), em um grande ato contra o feminicídio e a violência de gênero. Concentradas na altura do Posto 5, as manifestantes exibiram cartazes com frases como “Nenhuma a menos”, “Nossa vida importa” e “É hora de levantar”, em um protesto marcado pela indignação diante do crescimento dos ataques de homens contra a vida de mulheres em todo o país.
O movimento, organizado por coletivos, entidades feministas e movimentos sociais, foi motivado pela sucessão de casos recentes que chocaram o Brasil. Dados divulgados pelo Ministério das Mulheres revelam a dimensão da crise: somente em 2025, mais de 1.180 feminicídios já foram registrados no país. Além disso, cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica no último ano, segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero — um retrato alarmante de um cenário que não dá sinais de arrefecimento.

No Rio, o ato provocou alterações no trânsito: o Centro de Operações (COR-Rio) informou que o grupo ocupou a pista junto aos prédios, com desvio do fluxo no sentido Leme para a Rua Sá Ferreira. A movimentação foi acompanhada por drone, e agentes da CET-Rio, Guarda Municipal, Polícia Militar e Secretaria de Ordem Pública atuaram na operacionalização do evento.
A mobilização não ficou restrita à orla carioca. Ato semelhante ocorreu simultaneamente em diversas capitais, como São Paulo, Curitiba, Campo Grande, Manaus, Belo Horizonte, Brasília, São Luís e Teresina, compondo um grito nacional pelo fim da violência machista. Entre faixas, tambores e discursos emocionados, as participantes reforçaram o alerta: os feminicídios no Brasil têm aumentado, e as políticas públicas de enfrentamento ainda não conseguem conter a escalada de ataques que, diariamente, interrompem vidas e devastam famílias.
O recado, repetido em uníssono, sintetizou a urgência do momento: a vida das mulheres precisa ser protegida — e o país não pode mais tolerar a estatística da violência como rotina.

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