GABIGOL PERDE PÊNALTI, FLAMENGO JOGA MAL E FICA NO EMPATE COM CRUZEIRO NO MARACANÃ

Raposa é superior no segundo tempo e só não venceu por causa do brilho do goleiro Matheus Cunha.

Quanto mais vezes o Flamengo de Jorge Sampaoli entra em campo, mais parece claro que aquela atuação contra o Fluminense na Copa do Brasil foi uma exceção. Diante do Cruzeiro, o cenário foi mesmo visto contra Bahia, Corinthians e Ñublense: uma equipe que até tem caminhos para chegar ao gol, mas sofre com a parte física e as vezes se vê dominada dentro de campo. Ontem, o pênalti perdido por Gabigol foi decisivo para o rubro-negro apenas empatar em 1 a 1, mas o goleiro Matheus Cunha também cresceu para evitar uma derrota diante de um Maracanã com mais de 65 mil torcedores.

Antes, é preciso elogiar as ações do Flamengo, de sua torcida e da CBF na campanha contra o racismo, em especial o sofrido por Vinicius Junior, durante partida pelo Campeonato Espanhol na última semana. Na arquibancada, um mosaico escrito “Todos com Vini Jr” foi erguido e respondido pelo atacante do Real Madrid nas redes sociais. Após o apito inicial, os jogadores sentaram por 30 segundos no gramado em apoio à campanha da CBF.

Com a bola rolando, o Flamengo e Cruzeiro não tiveram domínio absoluto da bola e a trocação foi franca. O rubro-negro teve mais qualidade, mas a Raposa também conseguiu ser aguda. Em uma dessas boas descidas dos celestes, o placar foi aberto com Marlon, em belo chute para vencer o goleiro Matheus Cunha.

A resposta do Flamengo abraça o momento vivido pelo clube, ao mesmo tempo que parece ter potencial, também capenga nos próprios erros. Por exemplo, a resposta poderia ser imediata após pênalti sofrido por Pedro, mas Gabigol cobrou na trave. Quando o ambiente virou de pressão e cobrança, Ayrton Lucas desafogou a equipe aproveitamento o cruzamento de Wesley para empatar.

O problema é que, com o passar dos minutos, o cansaço afetava muito mais o desempenho do Flamengo do que o do Cruzeiro. As substituições de Jorge Sampaoli também pouco fizeram efeito e o placar só seguiu empatado porque Matheus Cunha apareceu. Foram ao menos três grandes defesas para salvar a equipe rubro-negra em chutes de Stênio, Henrique Dourado e Bruno Rodrigues.

Se não fosse por uma boa jogada individual de Everton ou um pivô de Pedro, o Flamengo sequer ameaçaria durante toda a segunda etapa. Ainda perde Léo Pereira por lesão e Wesley atuou no sacrifício. Próximo do apito final, parecia que os rubro-negros torciam para a partida se encerrar. Muito pouco para uma equipe que empolgou tanto há poucas semanas atrás.


 

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