Cerca de 200 pessoas seguem desaparecidas enquanto equipes de resgate enfrentam riscos estruturais e trabalham contra o tempo.

O trágico incêndio que atingiu um complexo de apartamentos em Hong Kong ganhou contornos ainda mais graves nesta quinta-feira (27). As autoridades locais confirmaram que subiu para 128 o número de mortos, enquanto aproximadamente 200 pessoas permanecem desaparecidas.
O fogo, considerado um dos mais letais desastres urbanos da história recente da região, começou na madrugada de quarta-feira (26) e se espalhou rapidamente pelos blocos interligados do conjunto residencial, no distrito densamente povoado de Kowloon.
Segundo os bombeiros, parte da estrutura ficou comprometida após horas de chamas intensas, o que dificulta o acesso a alguns andares e atrasa as buscas por sobreviventes. Equipes especializadas utilizam drones térmicos e cães farejadores para tentar localizar vítimas presas sob escombros e áreas ainda tomadas por fumaça espessa.
Testemunhas relataram cenas de pânico, com moradores tentando escapar pelas escadas de emergência enquanto corredores eram rapidamente tomados pelo fogo. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram janelas sendo quebradas por residentes em busca de ar fresco, enquanto outros aguardavam resgate nas sacadas.
O governo de Hong Kong declarou estado de emergência na região e mobilizou forças adicionais para apoiar o trabalho dos bombeiros. Hospitais locais operam em capacidade máxima para atender feridos, muitos deles com queimaduras graves e intoxicação por fumaça.
As causas do incêndio ainda estão sob investigação, mas autoridades não descartam falha elétrica ou sobrecarga em sistemas internos do edifício, cenário comum em prédios antigos e superlotados.
A expectativa é que o número de vítimas aumente nas próximas horas, à medida que o acesso às áreas mais atingidas for liberado.

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