Tabelião é preso ao tentar subornar delegado para excluir provas de inquérito no Rio

Ele é investigado na Operação Lázaro, que desvendou esquema para transferir a propriedade de pessoas mortas para terceiros.

Um tabelião foi preso em flagrante nesta quinta-feira por tentar subornar o delegado titular da 58ª DP (Posse), Adriano França. Casemiro Silva Netto, de 73 anos, responsável pelo 10º Ofício de Notas de Nova Iguaçu, ofereceu R$ 40 mil para que o delegado sumisse com provas existentes contra ele em investigação sobre uma organização criminosa que atua no cartório onde ele trabalhava. O tabelião ainda ofereceu o pagamento em duas parcelas de R$ 15 mil e uma de R$ 10 mil. Ele é investigado na Operação Lázaro, que desvendou esquema para transferir a propriedade de pessoas mortas para terceiros.

De acordo com a Polícia Civil, Casemiro marcou um encontro com o delegado em uma cafeteria em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no dia 6 de dezembro. Imagens de câmeras de segurança da região mostram o tabelião com o delegado caminhando na rua. Ainda segundo a Polícia Civil, além do delegado, Casemiro também tentava oferecer vantagens indevidas ao chefe do Grupo de Investigação Complementar e ao delegado assistente da unidade, por causa de ações de busca e apreensão em seu cartório e residência. Casemiro tentava obter vantagem indevida com frases como “vamos ser amigos”, “me ajuda que eu ajudo vocês” e “vamos resolver esse problema”.

No encontro, Casemiro combinou de entregar a primeira parcela do pagamento nesta quinta-feira, em um escritório de advocacia localizado no Centro do Rio.Logo após o encontro, o delegado informou o fato à Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol),que determinou que policiais fossem ao local para a prisão do tabelião nesta quinta-feira, em uma ação controlada. Assim que o dinheiro foi entregue, o delegado Adriano França deu voz de prisão ao homem, que foi conduzido para a 5ª DP (Mem de Sá). O Ministério Público do Rio também estava informado sobre a ação.

Imagens de câmeras de segurança da sala do escritório mostram uma policial da 58ª DP (Posse) contando o dinheiro com o tabelião. Durante a ação, o homem leva a mão à cabeça e esconde o rosto algumas vezes. Ele chorou no momento da prisão. O tabelião foi preso por corrupção ativa e o dinheiro está apreendido. Ele já responde a um processo, de 2005, por enriquecimento ilícito.

Fonte: Jornal Extra

 

 

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