O irmão do senador, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, também é alvo da operação.

Publicado em: 7 de maio de 2026
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional ligados ao Banco Master. Entre os alvos da ação está o presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira.
Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar em Brasília e no Piauí. O irmão do senador, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, também é alvo da operação e foi submetido a medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte e proibição de contato com outros investigados.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam que Ciro Nogueira teria atuado politicamente em favor do banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como principal nome por trás do esquema investigado envolvendo o Banco Master, em troca de vantagens econômicas indevidas. As ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
As apurações indicam a existência de uma suposta “parceria” entre empresas ligadas à família Vorcaro e a CNLF Empreendimentos, empresa associada à família Nogueira. Conversas interceptadas pela PF apontariam pagamentos mensais que variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil.
A investigação também cita a atuação de Ciro Nogueira em propostas legislativas de interesse do Banco Master. Um dos pontos analisados envolve a chamada “Emenda Master”, apresentada durante a tramitação da PEC 65/2023, que propunha elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo investigadores, a medida beneficiaria diretamente instituições financeiras como o Banco Master.
Ao todo, a PF cumpre dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. O primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, foi preso temporariamente durante a operação. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 18,8 milhões em bens e valores dos investigados.
Até o momento, a defesa de Ciro Nogueira informou que ainda não teve acesso integral aos autos e que irá se manifestar após conhecer os detalhes da investigação.

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