PF CONSIDERA FORAGIDO PRESIDENTE DE INSTITUTO QUE AUDITOU URNAS

Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, não foi localizado para cumprir prisão domiciliar decretada .

O presidente do Instituto Voto Legal (IVL), o engenheiro Carlos Rocha, passou a ser considerado foragido da Justiça após não ser localizado pelos agentes da Polícia Federal (PF) para o cumprimento de uma ordem de prisão domiciliar, decretada neste sábado. Carlos Rocha é um dos dez alvos da decisão judicial que determinou a aplicação da medida cautelar.

De acordo com informações da Polícia Federal, as equipes se dirigiram ao endereço conhecido do investigado, mas não o encontraram no local. Diante da situação, ele foi formalmente classificado como foragido.

Em nota, a defesa de Carlos Rocha confirmou que foi informada ainda pela manhã sobre a existência do mandado de prisão domiciliar e de outras medidas judiciais. Segundo os advogados Melillo do Nascimento e Gladys Nascimento, ao tentar contato com o cliente, Carlos Rocha telefonou e afirmou que mudou de endereço, mas se recusou a informar o novo local de residência, encerrando a ligação em seguida.

“A sua defesa técnica foi informada pela Polícia Federal que havia mandado de prisão domiciliar e outras medidas ainda pela manhã. Ao tentar contato com Carlos Rocha, ele nos telefonou, informou que havia mudado de endereço, não declinou o novo e encerrou a chamada”, diz o comunicado da defesa.

O Instituto Voto Legal ganhou projeção nacional após ser contratado pelo Partido Liberal (PL) para realizar uma auditoria sobre o sistema eletrônico de votação, após as eleições. A atuação do instituto e de seus dirigentes passou a ser alvo de apurações no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Com a não localização do investigado, a PF informou que seguirá com diligências para cumprir a decisão judicial e esclarecer eventuais responsabilidades adicionais decorrentes do descumprimento da ordem de prisão domiciliar.

Até a manhã deste sábado, a PF cumpriu os mandados contra os seguintes alvos:

  • Filipe Martins (PR), ex-assessor da Presidência do governo Bolsonaro
  • Giancarlo Gomes Rodrigues (BA), subtenente do Exército
  • Marilia Ferreira de Alencar (DF), ex-diretoria de Inteligência do Ministério da Justiça
  • Angelo Martins Denicoli (ES), major do Exército
  • Fabricio Moreira de Bastos (TO), coronel do Exército
  • Sergio Ricardo Cavaliere (RJ), tenente-coronel do Exército
  • Bernardo Romão Correa Netto (DF), coronel do Exército
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros (RJ), ex-major do Exército

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