A expectativa da companhia é aumentar a produção para compensar o declínio natural de poços mais antigos.

Publicado em 28 de janeiro de 2026
A estatal brasileira Petrobrás anunciou nesta quarta-feira a retomada e ampliação de suas atividades de exploração de petróleo e gás natural na Bacia do Solimões, no estado do Amazonas. O plano prevê a perfuração de 22 novos poços na região a partir de 2026, integrando uma estratégia maior da empresa de compensar o declínio natural dos campos mais antigos e reforçar sua presença no interior do país.
O projeto será realizado na base de Urucu, em Coari (AM), considerada a maior reserva terrestre de hidrocarbonetos do Brasil. Segundo a Petrobras, 20 dos poços serão perfurados entre 2026 e 2030 em áreas já conhecidas, enquanto dois poderão abrir novas frentes exploratórias, ampliando o potencial de produção de óleo e gás na região.
A companhia afirma que a iniciativa faz parte de um movimento mais amplo para sustentar os níveis de produção nacional, compensando a queda natural de campos maduros e fortalecendo a segurança energética do país.
Impacto econômico e estratégico
A ampliação das operações na Amazônia ocorre em um contexto em que a Petrobras busca manter sua capacidade produtiva diante de mudanças no perfil de produção em outras regiões do Brasil. A Bacia do Solimões representa uma importante fronteira terrestre para a empresa, que já havia reduzido gradualmente suas operações fora do pré-sal ao longo da última década.
Especialistas ouvidos pelo mercado destacam que a expansão na Amazônia pode gerar investimentos adicionais, emprego local e aumento da arrecadação, embora os números oficiais sobre o montante de investimentos ainda não tenham sido divulgados pela estatal.
Debate ambiental e social
A retomada de atividades petrolíferas em áreas próximas à floresta amazônica sempre gera debates intensos entre ambientalistas, governos e o setor produtivo. Organizações ambientais têm manifestado preocupações históricas sobre o impacto de exploração de hidrocarbonetos em regiões sensíveis como a Amazônia e a Margem Equatorial, onde a Petrobras também recebeu licença ambiental para perfurar um poço exploratório em águas profundas na Foz do Amazonas em 2025.
Críticos argumentam que a expansão da exploração de combustíveis fósseis pode entrar em conflito com compromissos climáticos e esforços de preservação do bioma amazônico. Por outro lado, a Petrobras e setores do governo defendem que a exploração responsável impulsiona a segurança energética nacional e cria base para financiar transição energética no futuro.
Próximos passos
A Petrobras informou que os projetos de perfuração dependem da obtenção de autorizações e ajustes operacionais, e que o cronograma será definido com base na evolução da análise técnico-ambiental e logística.

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