Novo desmoronamento de rocha em Petrópolis

Incidente já era previsto e foi alertado pelo Departamento de Recursos Minerais do Estado do RJ.

Um novo deslizamento no distrito da Posse, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, durante reportagem sobre a situação na Pedreira do Ingá.

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A área foi atingida na terça-feira (22) por um desmoronamento que destruiu seis casas e interditou mais de 40 imóveis. A equipe fazia uma entrevista quando captou o novo rolamento das pedras ao fundo.

“Quando chegamos, os moradores já relataram que tinham escutado um barulho forte, parecido com um trovão. Estávamos gravando com o geólogo, que falava justamente que não podemos conter a força da natureza, quando escutamos o estrondo.

Neste segundo deslizamento, nenhuma casa foi atingida e não houve feridos. Três irmãos que se recusavam a sair de casa mudaram de ideia depois do novo episódio. A irmã também foi até a casa deles fazer um apelo. Eles disseram que ficarão temporariamente na casa dela e, de longe.

O incidente já era previsto e foi alertado pelo Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ), que fez uma vistoria nesta quarta (23).

O geólogo Cleveland Jones, que era entrevistado no momento em que ocorreu o descolamento de rocha, explica que as cadeias de montanhas da Região Serrana têm milhões de anos e são formadas em camadas. Segundo ele, é natural que, com o tempo, elas se desprendam.

“Esse processo se chama  intemperismo, que é provocado pelo contraste de temperatura. Temos tido dias muito quentes e à noite refresca. Ainda tem as chuvas. A água penetra nas rachaduras. Isso vai deslocando os pedaços que ficam na superfície”, explica o geólogo.

Após se recuperar do susto, ele justificou porque não concorda com uma obra de contenção no local.

“Para uma queda dessas, não tem muro de contenção que segure. O que a gente tem que fazer é ficar longe dessas áreas”, afirma o especialista.

Segundo Cleveland, é muito mais barato pagar para que as famílias saiam do local, do que construir um muro que possivelmente fosse eficaz.

O secretário de Defesa Civil, Cel. Paulo Renato Vaz, disse que o município aguarda o posicionamento de técnicos de Brasília, do Ministério do Desenvolvimento Regional, para tomar a melhor decisão.

Ele afirma que depende disso para saber se a decisão mais acertada é “a obra de contenção, que não parece, num primeiro momento, ser a melhor opção, ou se é a demolição dessas casas, definitivamente, e a remoção das pessoas para uma de nossas políticas habitacionais”, explicou.

Cerca de 40 imóveis estão interditados em um raio de 500 metros na região, que fica em uma área rural. A Secretaria de Assistência Social cadastrou 23 famílias, totalizando 54 pessoas, que tiveram que sair das casas e não têm para onde ir. O município disponibilizou o CRAS da Posse para o suporte aos moradores.

Equipes da Defesa Civil permanecem no local para monitorar a área.

O desmoronamento

Moradores registraram os momentos de tensão na localidade do Ingá com os primeiros desprendimentos do bloco rochoso, que fica em uma montanha.

De acordo com a microempresária, não chovia no momento do deslocamento das pedras, mas no dia anterior um temporal atingiu o distrito.

Geólogos do Estado

Geólogos do Departamento de Recursos Minerais do Rio de Janeiro (DRM-RJ) apontaram risco de novos rolamentos de rochas após a vitoria feita na manhã de quarta-feira.

De acordo com o órgão, “a princípio foi constatado um processo natural físico da encosta devido ao desgaste ao longo do tempo pela variação de temperatura, ação das chuvas e vento”.

O secretário estadual das Cidades, Juarez Fialho, também esteve no local. A visita durou cerca de uma hora.

Fonte: Portal G1

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