MPRJ AJUÍZA AÇÃO CONTRA PREFEITO DE ITACOATIARA E MAIS QUATRO PESSOAS POR CORRUPÇÃO

De acordo com o MPRJ, o prefeito Geyves Maia Vieira teria direcionada uma licitação para beneficiar a empresa Arena Eventos de Itaperuna.

A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Santo Antônio de Pádua, subordinada ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), entrou com um processo contra o prefeito de Itaocara, Noroeste do Estado do Rio de Janeiro, Geyves Maia Vieira (Cidadania) e mais quatro pessoas, por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.

De acordo com o MPRJ, o prefeito Geyves Maia Vieira teria direcionada uma licitação para beneficiar a empresa Arena Eventos de Itaperuna, que pagou módicos R$ 3 mil para usar toda a estrutura da Exposição Agropecuária de Itaocara 2022. Como o evento é considerado de grande porte e muito custoso, a transação chamou a atenção das autoridades. Somente os principais shows da edição do ano passado custaram R$ 780 mil aos cofres públicos. Ainda de acordo com o Ministério Público, a Arena Eventos de Itaperuna teria cobrado de dezenas barraqueiros R$ 25 mil de cada um por uma única locação, além de tê-los obrigado a adquirir os produtos de um determinado fornecedor.

“E, o mais grave, os barraqueiros tiveram que efetuar o pagamento pelas locações e pelos produtos adquiridos em exclusividade em espécie, o que abriu caminho para práticas de lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas, em decorrência da inerente dificuldade de rastreabilidade e fiscalização do dinheiro em espécie”, diz a ação do MPRJ, que também descobriu as negociações estabelecidas entre o empresário e um secretário municipal, antes da ocorrência da licitação. O prefeito da cidade, e o secretário de Cultura e Turismo de Itaocara, José Eduardo de Araujo, tratavam diretamente com o dono da Arena Eventos de Itaperuna sobre a exploração comercial do evento.

Em 29 de setembro, o MPRJ deflagrou uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. Na ocasião foram apreendidos R$ 200 mil debaixo da cama do casal de empresários, além de outros itens. Diante das evidências, o MPRJ ajuizou a ação que pede a condenação dos envolvidos por improbidade administrativa, com a perda dos valores conseguidos ilicitamente.

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