Pedido de manutenção da prisão será votado entre parlamentares na Casa.

Manifestantes fazem um ato na porta da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na tarde desta sexta-feira, enquanto deputados discutem e votam sobre a manutenção da prisão preventiva do presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB), e dos outros dois parlamentares do mesmo partido, Edson Albertassi e Paulo Melo. Eles estenderam duas faixas em frente ao prédio. Em uma delas, há a frase: ‘Partidos políticos são facções criminosas’.
Por volta das 13h, os deputados da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj começaram a discutir o assunto. A reunião inclui sete deputados: Luiz Paulo Correa da Rocha (PSDB), Rafael Picciani (PMDB), Milton Rangel (DEM), Carlos Minc (sem partido), Gustavo Tutuca (PMDB), Rosenverg Reis (PMDB) e o presidente da comissão, Chiquinho da Mangueira (Podemos). No entanto, outros parlamentares que não fazem parte da comissão também assistiram à sessão. A votação em plenário está prevista para começar às 15h.
Por causa do protesto, a Rua Primeiro de Março, na altura da Alerj, precisou ser interditada. De acordo com o Centro de Operações, o trânsito está sendo desviado para a Rua Almirante Barroso. Os motoristas enfrentam congestionamento na Avenida Presidente Antônio Carlos, a partir da Avenida Beira-Mar. O COR pede que as pessoas evitem a região.

Até o momento, não há registros de confrontos no local. Agentes da CET-Rio estão nos pontos de bloqueio e orientam os motoristas. Guarda Municipal e Polícia Militar também atuam na região.
Cardápio na cadeia inclui feijão e carnes
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou, nesta sexta-feira, Picciani, Albertassi e Paulo Melo não estão dividindo a mesma cela na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica.
Segundo o órgão, o cardápio do almoço dos parlamentares inclui arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha, legumes, salada, sobremesa e refresco. Já o desjejum é composto por pão com manteiga e café com leite. O lanche inclui guaraná e pão com manteiga ou bolo.
Investigados na operação Cadeia Velha, que apura favorecimento a empresas de ônibus por parlamentares fluminenses, os três foram para a mesma unidade prisional onde estão outros presos da Lava-Jato, entre eles Sérgio Cabral, que completa um ano de cadeia hoje. Segundo as investigações da Polícia Federal, os três teriam recebido, em sete anos, R$ 135 milhões em propinas de empresários do setor, sendo parte paga a pedido de Cabral.
Fonte: Jornal O Dia
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