JORNALISTA E MODELO MORRE AOS 40 ANOS APÓS COMPLICAÇÕES DE PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS

Modelo e jornalista faleceu nesta quarta-feira após o composto ter se espalhado pelo corpo, provocando infecções e um AVC.

A modelo e jornalista Lygia Fazio morreu na noite desta quarta-feira, aos 40 anos, em São Paulo. A notícia foi confirmada por meio de seu perfil oficial no Instagram. Lygia estava internada há cerca de três semanas devido a um acidente vascular cerebral (AVC).

Os problemas de saúde da modelo começaram há cerca de três anos, depois de uma aplicação de silicone industrial e PMMA (polimetilmetacrilato, um componente plástico) nos glúteos. As substâncias se espalharam pelo corpo de Lygia e provocaram quadros de infecções.

Lygia precisou ser submetida a diversos procedimentos cirúrgicos para a retirada dos materiais, e chegou a ficar 100 dias internada no ano passado. Nesta quarta-feira, depois de anunciar que a modelo havia falecido, seu perfil na rede social compartilhou diversas mensagens de amigos e seguidores. Entre elas algumas que condenavam os responsáveis pela aplicação do PMMA na jornalista.

O que é o PMMA e quais os riscos?
 
O PMMA, ou polimetilmetacrilato, é uma substância plástica, que portanto não é reabsorvível pelo organismo. Ela é utilizada como um preenchedor em forma de gel durante procedimentos para corrigir pequenas deformidades e para casos de lipodistrofia – uma perda de gordura facial que pode ocorrer em pessoas que vivem com HIV. Essas são as duas únicas finalidades para as quais o produto tem o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Logo, ele não é indicado para aumento de volume estético e para grandes áreas do corpo, como os glúteos, por se tratar de um composto plástico e permanente. De forma mais profunda na pele, ele pode desencadear complicações graves, como as infecções e a rejeição do corpo. Além disso, por não ser reabsorvível pelo organismo, ele se adere a estruturas como músculos e ossos, o que torna a sua remoção quase impossível.

Por isso, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) condena o seu uso em procedimentos estéticos. Em nota publicada no ano passado, a entidade reiterou que o uso fora das orientações médicas  em pequenas deformidades e na lipodistrofia “é extremamente perigoso”.

“Apesar do produto ser comercializado em nosso meio, o mesmo pode ocasionar complicações precoces e tardias de difícil resolução. Dentre as complicações podemos citar: nódulos, massas e processos inflamatórios e infecciosos ocasionando danos estéticos e funcionais desastrosos e irreversíveis. (…) De acordo com relatos nos trabalhos científicos, as complicações mais graves como necroses, cegueiras, embolias e óbitos apresentam maior frequência com este produto do que com os preenchedores absorvíveis”, alertou a sociedade.

A Anvisa também já demonstrou preocupação com o uso inadequado do PMMA e os riscos para a saúde. Além dos já mencionados, a agência reforçou que, nos casos indicados, “o produto deve ser administrado por profissionais médicos treinados”, para evitar complicações.

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