Mesmo com a restrição, empresas nacionais e regionais seguem operando e mantêm pousos em Caracas.

Os Estados Unidos emitiram uma nova determinação de segurança aérea que proíbe aeronaves norte-americanas de sobrevoarem o espaço aéreo da Venezuela, ampliando restrições que vinham sendo adotadas desde 2019. A medida, segundo Washington, ocorre diante de um “ambiente de instabilidade e risco operacional” no país sul-americano.
A determinação vale para todas as empresas registradas nos EUA e para pilotos norte-americanos, que ficam impedidos tanto de sobrevoar quanto de pousar em aeroportos venezuelanos, incluindo o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía.
Apesar da restrição dos EUA, companhias aéreas da América do Sul e do Caribe continuam operando normalmente, mantendo voos regulares para Caracas e outras cidades venezuelanas. Entre elas estão empresas da Colômbia, Panamá, República Dominicana e algumas companhias venezuelanas, que seguem transportando passageiros sem mudanças significativas na malha aérea regional.
Especialistas em aviação destacam que, embora não exista um bloqueio internacional, a decisão norte-americana pode gerar novas pressões diplomáticas e afetar rotas que utilizam o território venezuelano como corredor aéreo.
Analistas também avaliam que a medida reforça o clima de tensão política entre Washington e Caracas, que voltou a se intensificar após acusações mútuas sobre segurança, terrorismo e cooperação militar com países considerados hostis pelos Estados Unidos.
A Venezuela ainda não respondeu oficialmente ao novo anúncio, mas o governo de Nicolás Maduro costuma classificar ações desse tipo como “agressões unilaterais” e interferência externa.

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