Prefeito Renato Cozzolino, vice-prefeita Jamille Cozzolino e deputado estadual Vinicius Cozzolino celebram parceria que devolverá vida e memória ao primeiro trecho ferroviário do Brasil.

Magé está prestes a viver um capítulo marcante de sua história. Após 191 anos da construção da Estação Guia de Pacobaíba, o símbolo do nascimento da ferrovia no Brasil será finalmente revitalizado. O anúncio feito pela gestão do prefeito Renato Cozzolino (PP), em parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, transforma em realidade um sonho quase bicentenário dos mageenses: devolver à cidade o brilho do seu maior patrimônio histórico.
A iniciativa, articulada com empenho pelo deputado estadual Vinicius Cozzolino (União Brasil) — primo do prefeito e um dos principais defensores do projeto junto ao governo estadual —, foi celebrada ao lado da vice-prefeita Jamille Cozzolino (MDB). O conjunto de obras inclui não apenas a restauração dos prédios históricos, mas também a criação de um moderno espaço de convivência e lazer, com Skate Park, quadras poliesportivas e de areia, playground, academia da terceira idade, quiosques e pista de caminhada, área de banho, transformando o balneário da Praia de Mauá em um ponto turístico e cultural de referência.


O berço da ferrovia brasileira
A Estação Guia de Pacobaíba, inaugurada em 30 de abril de 1854, foi o ponto de partida da primeira ferrovia do Brasil, idealizada por Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá, um dos maiores empreendedores do século XIX. Seu projeto tinha como meta conectar o Porto de Mauá, em Magé, ao Vale do Paraíba e, posteriormente, a Minas Gerais, impulsionando o transporte de produtos agrícolas, especialmente o café, motor da economia brasileira na época.
Cem anos após a inauguração, em 1954, a ferrovia foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), reconhecendo sua importância para o desenvolvimento nacional. Ainda assim, o local sofreu com o abandono por décadas, tornando-se símbolo da negligência com a memória histórica do país.

Da esperança à concretização
Diversas gestões anteriores tentaram restaurar a estação sem sucesso. O cenário começou a mudar com o comprometimento da atual administração municipal e a articulação política de Vinicius Cozzolino junto ao governador do Estado, viabilizando os recursos necessários para o projeto. A Prefeitura de Magé e o Governo do Estado firmaram parceria para executar as obras, que prometem aliar preservação patrimonial e valorização comunitária.
O prefeito Renato Cozzolino destacou que a revitalização vai muito além da estética:
“Estamos devolvendo à nossa cidade um pedaço fundamental da história do Brasil. É uma obra de amor, de resgate cultural e de respeito à nossa identidade.”
Já o deputado Vinicius Cozzolino ressaltou a importância da união de esforços:
“Essa conquista é resultado de um trabalho conjunto. Magé merece ver seu patrimônio histórico renascer e voltar a ser motivo de orgulho para todos os moradores.”
Orgulho e reconhecimento da comunidade
O projeto também contou com o apoio da vice-prefeita Jamille Cozzolino, do presidente da Câmara Municipal, Valdeck Ferreira — nascido e criado no balneário de Mauá e um verdadeiro amante do distrito, que hoje muito do seu progresso tem sua assinatura —, dos vereadores Leandro Rodrigues e Elenilson Medeiros Batista (‘Pará’), além do ex-vereador e atual secretário de Transportes, Juninar Borges.
Para os moradores do distrito, o anúncio representa a realização de um sonho coletivo. A antiga estação, que durante anos simbolizou o abandono, agora renasce como espaço de convivência, memória e cultura, reacendendo o sentimento de pertencimento e orgulho mageense.
Um novo tempo para o turismo e a história de Magé
A revitalização da Estação Guia de Pacobaíba promete impulsionar o turismo histórico-cultural de Magé, fortalecendo a Rota Imperial e atraindo visitantes de todo o país. O projeto também dialoga com as diretrizes de sustentabilidade e valorização do patrimônio nacional, integrando a cidade a um circuito turístico que inclui Guapimirim, Petrópolis e a Baía de Guanabara.
Com a retomada desse símbolo histórico, Magé reafirma seu papel como berço da ferrovia brasileira e dá um passo decisivo para resgatar seu passado, projetando um futuro de desenvolvimento e valorização cultural.

Linha do Tempo: O legado da Ferrovia de Mauá
📍1854 — O ponto de partida da história
Inauguração da Estação Guia de Pacobaíba, em Magé, pelo empreendedor Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá. Nasce ali o primeiro trecho ferroviário do Brasil, ligando Mauá a Fragoso, com 14,5 km de extensão.
⚙️ 1860 — Expansão do transporte ferroviário
A linha é ampliada em direção a Raiz da Serra, com o objetivo de conectar o porto de Mauá ao interior fluminense e, futuramente, a Minas Gerais, transportando café, açúcar e produtos agrícolas.
🏗️ 1883 — Integração com a Estrada de Ferro D. Pedro II
O sistema ferroviário brasileiro ganha força e se conecta à linha da Estrada de Ferro Central do Brasil, tornando o projeto de Mauá um modelo pioneiro de engenharia e logística.
🏛️ 1954 — Reconhecimento nacional
Cem anos após a inauguração, a ferrovia e a estação são tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), garantindo proteção como patrimônio cultural do país.
🕯️ 1970–2000 — Décadas de abandono
Com o declínio do transporte ferroviário e a expansão rodoviária, o local entra em processo de degradação, perdendo parte de sua estrutura original e tornando-se símbolo de descaso.
🌅 2025 — O renascimento da história
Após quase dois séculos, a Prefeitura de Magé, sob gestão de Renato Cozzolino, em parceria com o Governo do Estado e articulação do deputado estadual Vinicius Cozzolino, anuncia a revitalização completa da Estação Guia de Pacobaíba — transformando o antigo patrimônio esquecido em um novo polo de turismo, lazer e cultura.

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