Enquanto o Povo “Samba”, a economia Dança: Banco do Brasil leva calote bilionário e inadimplência dispara

Banco estatal fecha 2025 com lucro de R$ 20,7 bilhões, mas balanço escancara dívida de R$ 3,6 bilhões concentrada em uma única empresa e reacende alerta no mercado financeiro.

Publicado em 14 de fevereiro de 2026

O brasileiro aperta o cinto, parcela o cartão e tenta sobreviver ao custo de vida. Já no topo da pirâmide, um único CNPJ conseguiu deixar um rombo de R$ 3,6 bilhões no Banco do Brasil — e ninguém sabe oficialmente quem é o protagonista do enredo.

O balanço do quarto trimestre de 2025, divulgado na quinta-feira (12), revelou que a instituição registrou lucro líquido de R$ 20,7 bilhões no acumulado do ano. Mas o número que realmente chamou atenção foi o impacto do calote bilionário, responsável por elevar o índice de inadimplência acima de 90 dias para 5,17% — o maior entre os grandes bancos tradicionais.

Segundo o banco, o problema surgiu na carteira de Títulos e Valores Mobiliários, segmento normalmente associado a operações estruturadas e investimentos. Em coletiva, o vice-presidente de Riscos da instituição, Felipe Prince, classificou o caso como antigo e “problemático”, afirmando que a operação já vinha sendo provisionada há alguns anos.

O nome da empresa, porém, segue protegido por sigilo bancário. Ainda assim, Prince deixou escapar que seria possível “fazer uma associação” com informações já publicadas pela imprensa.

Mercado liga os pontos

Apurações de mercado indicam forte associação do episódio com empresas do setor imobiliário e de infraestrutura. Entre os nomes que surgem nas análises está o da Novonor, antiga Odebrecht.

O banco não confirma oficialmente a relação. Mas a Novonor, que passou por recuperação judicial e amarga prejuízos bilionários recentes, está no centro de negociações envolvendo ativos estratégicos — incluindo participação na Braskem, uma das maiores petroquímicas das Américas.

Em 2024, o grupo registrou prejuízo de R$ 16,9 bilhões e segue tentando reorganizar sua estrutura financeira. A holding atua em engenharia pesada por meio da OEC (Odebrecht Engenharia & Construção), no setor imobiliário com a OR, além de concessões e energia através da Nova Infra Invest.

Desde 2020, a empresa adotou o nome Novonor como parte de um processo de reestruturação e reposicionamento institucional após os desdobramentos da Operação Lava Jato.


Onde mora o perigo

O impacto de um calote dessa magnitude vai além do número frio no balanço. Quando uma única empresa concentra R$ 3,6 bilhões em inadimplência, o risco deixa de ser pontual e passa a sinalizar vulnerabilidades estruturais.

Especialistas apontam que episódios assim:

  • Pressionam provisões e reduzem margem operacional futura;

  • Elevam o custo de crédito no mercado;

  • Aumentam a percepção de risco em operações estruturadas;

  • Podem gerar instabilidade em cadeias ligadas a infraestrutura, construção e mercado imobiliário.

Ainda que o Banco do Brasil tenha musculatura para absorver o impacto — como demonstra o lucro bilionário anual — o episódio acende alerta sobre concentração de risco e governança em operações de grande porte.

No entanto é fevereiro, mês de Carnaval e de diversão na Folia.  A conta só chega no final e sabe quem vai pagar? 

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