Chuvas extremas atingem Guapimirim e Magé e superam a capacidade urbana, apesar das ações do poder público

Volumes concentrados em curto período causaram alagamentos, paralisação do trânsito e impactos em dezenas de municípios; especialistas e dados oficiais apontam fenômeno acima da normalidade histórica.

Lopes subsecretário de Defesa Civil, Prefeita Marina Rocha e Pitter, secretário de Defesa Civil 

Publicado em: 11 de fevereiro de 2026

As fortes chuvas que atingiram o estado do Rio de Janeiro no início de fevereiro provocaram uma série de transtornos em diversas cidades, incluindo Magé e Guapimirim, onde ruas ficaram alagadas, o tráfego foi interrompido em vários pontos e moradores enfrentaram dificuldades decorrentes do grande volume de água acumulado em poucas horas.

A prefeita de Guapimirim lamentou os acontecimentos causados na cidade e através das rede sociais declarou:  “Estive acompanhando a equipe da Defesa Civil, que prestou atendimento às residências atingidas no Canal Mirim. Seguimos monitorando a situação de perto e já adotamos as providências necessárias para mitigar os danos, além de prestar todo o apoio às famílias afetadas.

Apesar dos impactos visíveis no cotidiano da população, dados da Defesa Civil do Estado indicam que os episódios registrados superaram a capacidade operacional normal dos municípios, caracterizando um fenômeno climático extremo, com chuvas concentradas e persistentes — cenário considerado de difícil previsão e gerenciamento, mesmo com planejamento e ações preventivas.

Segundo informações oficiais, ao menos 30 municípios fluminenses precisaram de apoio emergencial do Governo do Estado, com envio de maquinário pesado, equipes técnicas e suporte das Defesas Civis. Desses, sete decretaram situação de emergência, o que reforça a dimensão do evento climático enfrentado em diferentes regiões.

Procurador de Duque de Caxias, Dr. Fabrício Gaspar, natural de Cantagalo, alertou a população da catástrofe que se abateu sobre a cidade, através das redes sociais.  

Entre os municípios mais afetados estão Itaperuna, Cantagalo, Porciúncula, São Sebastião do Alto, Paty do Alferes, Rio Claro e Piraí. O caso de Cantagalo chama atenção pelo impacto socioeconômico expressivo, levando inclusive ao adiamento do Carnaval, medida excepcional adotada diante do número de desalojados e dos danos estruturais causados pelas chuvas.

Chuvas acima da média histórica

Levantamentos meteorológicos mostram que, em diversas áreas do estado, os volumes registrados se aproximaram ou ultrapassaram a média histórica de todo o mês de fevereiro ainda na primeira quinzena. Na capital fluminense, por exemplo, foram acumulados cerca de 103,2 milímetros entre os dias 1º e 16, o equivalente a 87% da média mensal histórica.

Em regiões da Baixada Fluminense e da Região Serrana, foram registradas pancadas contínuas que ultrapassaram 60 milímetros em apenas 24 horas, um índice considerado elevado e capaz de provocar alagamentos mesmo em áreas com sistemas de drenagem em funcionamento.

Situação em Guapimirim e Magé

Em Guapimirim, dados climáticos preliminares indicam um acumulado de aproximadamente 146 milímetros até meados de fevereiro, o que representa cerca de 59% da média histórica mensal. Embora o município ainda não tenha ultrapassado o total médio esperado para o mês, o volume registrado em curto espaço de tempo foi suficiente para gerar impactos relevantes.

Já em Magé, imagens, relatos da população e alertas meteorológicos apontam para chuvas persistentes e acumulados elevados, resultando em alagamentos em diversos bairros e transtornos no tráfego urbano. Especialistas destacam que a intensidade e a continuidade das chuvas foram determinantes para os problemas registrados, mesmo sem um número consolidado oficial divulgado até o momento. Também pelas redes sociais, o prefeito de Magé Renato Cozzolino, pediu a população que colabore com cuidados à cidade: “Seguimos atentos, monitorando e realizando os serviços necessários sempre que as chuvas exigem. Mas esse cuidado precisa ser coletivo. O descarte irregular de lixo prejudica o meio ambiente, agrava alagamentos e coloca em risco a vida das pessoas. A Prefeitura faz a sua parte. Agora, precisamos do apoio de toda a população para manter nossa cidade limpa.”

 Esclarecimento técnico (importante)

Vale ressaltar que Magé tem sua superfície abaixo do nível do mar. 

Magé possui extensas áreas em cota muito baixa, ao nível do mar ou ligeiramente abaixo, especialmente:

  • Distritos próximos à Baía de Guanabara

  • Regiões de planície, cortadas por rios e canais
    Isso faz com que:

  • A água da chuva escoe com dificuldade

  • Em maré alta, o escoamento fique ainda mais lento

  • Grandes volumes em pouco tempo gerem alagamentos quase inevitáveis

Fenômeno inevitável e resposta emergencial

Autoridades e técnicos reforçam que eventos climáticos extremos, como os registrados neste início de fevereiro, desafiam a capacidade de resposta de qualquer cidade, especialmente quando grandes volumes de chuva se concentram em poucas horas. Ainda assim, as Defesas Civis municipais e estadual atuaram de forma integrada, monitorando áreas de risco, prestando assistência e adotando medidas emergenciais para reduzir danos e proteger vidas.

O cenário observado no estado evidencia que, embora investimentos em infraestrutura e prevenção sejam fundamentais, há limites técnicos para absorver fenômenos naturais de grande magnitude, reforçando a necessidade de compreensão, cooperação da população e fortalecimento contínuo das políticas de adaptação climática.

Chuvas acima da média histórica

Levantamentos meteorológicos mostram que, em diversas áreas do estado, os volumes registrados se aproximaram ou ultrapassaram a média histórica de todo o mês de fevereiro ainda na primeira quinzena. Na capital fluminense, por exemplo, foram acumulados cerca de 103,2 milímetros entre os dias 1º e 16, o equivalente a 87% da média mensal histórica.

Em regiões da Baixada Fluminense e da Região Serrana, foram registradas pancadas contínuas que ultrapassaram 60 milímetros em apenas 24 horas, um índice considerado elevado e capaz de provocar alagamentos mesmo em áreas com sistemas de drenagem em funcionamento.

Situação em Guapimirim e Magé

Em Guapimirim, dados climáticos preliminares indicam um acumulado de aproximadamente 146 milímetros até meados de fevereiro, o que representa cerca de 59% da média histórica mensal. Embora o município ainda não tenha ultrapassado o total médio esperado para o mês, o volume registrado em curto espaço de tempo foi suficiente para gerar impactos relevantes.

Já em Magé, imagens, relatos da população e alertas meteorológicos apontam para chuvas persistentes e acumulados elevados, resultando em alagamentos em diversos bairros e transtornos no tráfego urbano. Especialistas destacam que a intensidade e a continuidade das chuvas foram determinantes para os problemas registrados, mesmo sem um número consolidado oficial divulgado até o momento.

Fenômeno inevitável e resposta emergencial

Autoridades e técnicos reforçam que eventos climáticos extremos, como os registrados neste início de fevereiro, desafiam a capacidade de resposta de qualquer cidade, especialmente quando grandes volumes de chuva se concentram em poucas horas. Ainda assim, as Defesas Civis municipais e estadual atuaram de forma integrada, monitorando áreas de risco, prestando assistência e adotando medidas emergenciais para reduzir danos e proteger vidas.

O cenário observado no estado evidencia que, embora investimentos em infraestrutura e prevenção sejam fundamentais, há limites técnicos para absorver fenômenos naturais de grande magnitude, reforçando a necessidade de compreensão, cooperação da população e fortalecimento contínuo das políticas de adaptação climática.

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