Dinamarqueses pagaram preço de camarote por duas latinhas; ambulante foi preso por estelionato após o clássico entre Fluminense e Botafogo.

14 de fevereiro de 2026
Ir ao estádio para ver bola na rede e sair falando em “ressaca financeira” não estava nos planos de dois turistas da Dinamarca que assistiram ao clássico entre Fluminense e Botafogo, na noite de quinta-feira (12), no Maracanã.
Depois do apito final, no meio da multidão animada, a dupla resolveu brindar a experiência carioca com duas latinhas de cerveja. O problema é que o brinde custou nada menos que R$ 2,4 mil. Isso mesmo: preço de pacote turístico, mas só incluía espuma.

Segundo a Guarda Municipal, o ambulante foi preso em flagrante após os turistas perceberem, já longe do tumulto, que o valor cobrado na maquininha de cartão era muito superior ao esperado. O caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) e registrado como estelionato.
E não era estreia no “campeonato do golpe”. Na própria máquina de cartão já constavam duas cobranças anteriores: uma de R$ 1.200 e outra de R$ 600. Ou seja, a criatividade estava alta — e a fiscalização precisou entrar em campo.

Atenção redobrada no meio da festa
O episódio, apesar de inusitado (e caro), serve de alerta para torcedores e foliões, principalmente em eventos lotados, jogos decisivos, shows e grandes celebrações.
No meio do empurra-empurra, da música alta e da pressa para não perder o transporte, muita gente acaba digitando senha sem conferir o valor na tela. E é aí que mora o perigo.
Especialistas em defesa do consumidor reforçam algumas orientações básicas:
Sempre confira o valor na maquininha antes de digitar a senha
Evite pagamentos sob pressão ou distração
Peça o comprovante e revise na hora
Desconfie de visor danificado, fita isolante ou tela quebrada
Em tempos de tecnologia por todos os lados, a maquininha virou extensão do bolso — e também ferramenta para golpes rápidos, principalmente quando a multidão ajuda a camuflar a prática.
No fim das contas, o clássico terminou empatado para os turistas: experiência inesquecível no estádio, mas uma história para contar — e contestar na fatura.
Fica a lição: emoção é para o jogo. Na hora de pagar, cabeça fria. Porque, no Brasil ou na Dinamarca, ninguém merece transformar cerveja em investimento de alto risco.

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