A família de Kabamgabe afirma que o rapaz, foi espancado e morto depois de cobrar salários atrasados.

Três suspeitos de agredir e matar o congolês Moïse Kabamgabe no dia 24 de janeiro em um quiosque na Barra da Tijuca, foram presos na terça-feira (1º).
Segundo a polícia, um deles é um vendedor de caipirinhas que teria confessado as agressões contra o congolês e estava escondido na casa de parentes.

Um segundo homem se entregou na tarde de terça-feira.
Em um vídeo, ele aparece pedindo desculpas à família da vítima. “Quero deixar bem claro que ninguém queria tirar a vida dele, ninguém quis fazer injustiça porque ele era negro ou alguém devia a ele. Ele teve um problema com um senhor do quiosque do lado, a gente foi defender o senhor e infelizmente aconteceu a fatalidade dele perder a vida”, disse. (Vídeo abaixo)
A polícia não informou detalhes sobre a prisão do terceiro suspeito. Eles devem ser indiciados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, impossibilidade de defesa e meio cruel.
A família de Kabamgabe afirma que o rapaz, de 24 anos, foi espancado e morto depois de ter ido cobrar salários atrasados no quiosque onde trabalhava como ajudante de cozinha. Imagens de câmeras de segurança divulgadas pela polícia na terça-feira mostram os três homens atacando o congolês, que antes mexe em alguns objetos no local. Ele é derrubado no chão e agredido ao longo de 20 minutos. Foram cerca de 30 pauladas, parte delas desferidas quando o rapaz já estava caído e sem defesa.
Ao acessar o vídeo, imagens fortes serão mostradas.
O dono do quiosque já foi ouvido pela polícia e disse não conhecer os homens que aparecem nas imagens agredindo o congolês. Ele também negou ter dívidas com o rapaz e disse que estava em casa durante a agressão e que apenas um funcionário estava no local no momento do crime.
Tanto a prefeitura quanto a concessionária que administra os quiosques anunciaram na terça-feira a suspensão das atividades do estabelecimento, até o fim das investigações. Nas redes sociais, o prefeito Eduardo Paes (PSD) disse que o assassinato era “inaceitável e revoltante”. Já o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), afirmou que a polícia irá “prender esses criminosos e dar uma resposta à família e à sociedade”.

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