O bicheiro assassinado nesta terça travava há décadas uma disputa pelo espólio do sogro com Rogério de Andrade, sobrinho de Castor.

O contraventor Fernando Iggnácio, genro de Castor de Andrade, foi morto no início desta tarde, num heliporto no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Informações preliminares dão conta que foi vítima de uma emboscada.
Iggnacio estaria voltando de Angra dos Reis, quando foi recebido a tiros de fuzil. No começo da tarde, o corpo do contraventor ainda se encontrava na empresa Heli-Rio, no Recreio. A Polícia Militar foi procurada, mas ainda não deu informações sobre o caso.

Castor Gonçalves de Andrade e Silva tornou-se o chefão da contravenção no Rio nos anos 70 e chegou a expandir seus domínios para o Nordeste. O capo morreu de enfarte em abril de 1997, dando início a uma guerra na família. Ainda em vida, Castor escolheu Rogério, seu sobrinho, para comandar a contravenção na Zona Oeste e em outras áreas do estado. O filho de Castor, Paulinho, não concordou e iniciou uma guerra com o primo. Em 1998, Paulinho e um segurança foram assassinados na Barra. O genro de Castor, Fernando Iggnácio Miranda, assumiu o lugar na disputa com Rogério.

O contraventor Fernando Ignacio Miranda, assassinado na tarde desta terça-feira (10) no Rio de Janeiro (RJ), foi alvo de busca e apreensão em uma ação contra o Escritório do Crime em junho deste ano.
Fernando Ignacio Miranda – Rogério de Andrade
Fernando Ignacio Miranda é genro do bicheiro Castor de Andrade, apontado como o segundo homem mais rico do Brasil nos anos 1980, que faleceu após um infarto em 1997. O contraventor assassinado nesta terça travava há décadas uma disputa pelo espólio do sogro comRogério de Andrade, sobrinho do bicheiro.

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