OPERAÇÃO SARASVATI INVESTIGA SUSPEITAS DE FRAUDE EM CONTRATOS PARA OBRAS EM ESCOLAS PÚBLICAS

Polícia Civil cumpre 20 mandados de busca e apreensão em municípios do Rio de Janeiro e em São Paulo durante a primeira fase da investigação.

PUBLICADO EM 13 DE AGOSTO DE 2026

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quinta-feira (13) a primeira fase da Operação Sarasvati, investigação que apura suspeitas de fraude em processos de contratação de empresas para a realização de obras e serviços em escolas públicas.

Agentes da Delegacia Fazendária cumprem 20 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços no estado do Rio de Janeiro e também em São Paulo. A ação tem como objetivo recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam contribuir para esclarecer como funcionava o suposto esquema.

No Rio, os mandados são cumpridos em endereços localizados no Andaraí, na Zona Norte da capital, e no Centro, além de municípios do interior e da Região Metropolitana. A operação também alcança Maricá, Campos dos Goytacazes, Cabo Frio, Angra dos Reis, Mangaratiba e São Gonçalo.

INVESTIGAÇÃO MIRA CONTRATOS PÚBLICOS

De acordo com as informações divulgadas sobre a operação, as investigações tiveram como foco possíveis irregularidades na contratação de empresas para execução de obras em unidades da rede pública de ensino.

A apuração busca identificar se houve direcionamento de contratos, combinação entre empresas, apresentação de documentação irregular ou outras práticas capazes de comprometer a lisura dos procedimentos de contratação.

A investigação ainda está em andamento e, nesta primeira etapa, os mandados de busca e apreensão têm caráter essencialmente probatório. O material recolhido deverá ser analisado pelos investigadores para identificar a participação de pessoas físicas e jurídicas e dimensionar eventual prejuízo aos cofres públicos.

AÇÃO EM DIVERSAS CIDADES

A abrangência territorial da operação chama atenção. Além da capital fluminense, equipes policiais atuam simultaneamente em municípios de diferentes regiões do estado, incluindo áreas da Região dos Lagos, Norte Fluminense e Costa Verde.

Em Maricá e São Gonçalo, na Região Metropolitana, e em Cabo Frio, na Região dos Lagos, os agentes procuram documentos e equipamentos que possam ter relação com os contratos investigados. Já em Campos dos Goytacazes, a operação alcança o Norte Fluminense. Na Costa Verde, são realizadas diligências em Angra dos Reis e Mangaratiba.

Também há diligências em São Paulo, indicando que a investigação possui ramificações fora do território fluminense.

DOCUMENTOS E EQUIPAMENTOS PODEM SER FUNDAMENTAIS

A análise do material apreendido deverá permitir aos investigadores reconstruir a movimentação dos contratos sob suspeita e verificar possíveis vínculos entre empresas, agentes públicos e demais envolvidos.

Computadores, celulares, documentos contábeis, contratos, processos administrativos, notas fiscais e arquivos digitais podem ajudar a polícia a identificar eventual comunicação entre os investigados, movimentações financeiras e possíveis irregularidades na execução dos serviços.

A partir da análise desse material, novas diligências poderão ser determinadas e outras pessoas ou empresas podem eventualmente entrar no radar da investigação, caso sejam identificados novos indícios.

PRIMEIRA FASE

A operação realizada nesta quinta-feira representa a primeira fase da investigação. Isso significa que os investigadores ainda trabalham na coleta e análise de provas antes de concluir a extensão do suposto esquema.

Até o momento, a investigação deve ser tratada sob a perspectiva de suspeitas e indícios ainda em apuração, não havendo condenação dos envolvidos. O cumprimento de mandados de busca e apreensão não significa, por si só, que os alvos tenham sido considerados culpados.

A Polícia Civil deverá avançar na análise das informações obtidas durante as buscas para esclarecer a dinâmica das contratações e verificar se houve efetivamente fraude ou prejuízo ao patrimônio público.

OPERAÇÃO SARASVATI

O nome Sarasvati identifica a investigação conduzida pela Polícia Civil. A operação concentra-se em possíveis irregularidades relacionadas à contratação de empresas para obras em escolas públicas e tem como um dos principais objetivos reunir provas sobre a existência e o funcionamento do eventual esquema.

Com 20 mandados de busca e apreensão distribuídos entre o Rio de Janeiro e São Paulo, a ação desta quinta-feira amplia o alcance das diligências e pode abrir caminho para novas etapas da investigação.

As informações sobre eventuais prisões, valores envolvidos, empresas investigadas e possível participação de agentes públicos deverão ser esclarecidas à medida que a Polícia Civil avance na análise do material apreendido.

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