RODOVIÁRIOS DO RIO MANTÊM ESTADO DE GREVE E REJEITAM REAJUSTE DE 5%

Categoria recusou por unanimidade a proposta apresentada pelas empresas e poderá realizar paralisações pontuais caso as negociações não avancem.

Publicado em 24 de julho de 2026

Os rodoviários do município do Rio de Janeiro decidiram manter o estado de greve após assembleia realizada na quinta-feira (23), na sede do sindicato da categoria, em Rocha Miranda, na Zona Norte da capital. A decisão foi tomada por unanimidade pelos trabalhadores, que rejeitaram a proposta apresentada pelas empresas de ônibus para a campanha salarial deste ano.

A oferta patronal prevê reajuste de 5% nos salários e de 6% no valor da cesta básica. No entanto, os trabalhadores reivindicam 12% de aumento salarial, argumentando que o índice proposto não recompõe as perdas inflacionárias acumuladas e não acompanha o aumento do custo de vida.

Apesar da insatisfação, a categoria optou por não deflagrar uma greve geral neste momento. Em vez disso, os rodoviários decidiram intensificar as negociações diretamente com cada empresa de transporte coletivo.

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a estratégia busca garantir avanços nas negociações sem comprometer imediatamente a circulação dos ônibus na cidade. Entretanto, a entidade alertou que, caso não haja entendimento entre trabalhadores e empregadores, poderão ser realizadas paralisações pontuais em garagens de empresas específicas, como forma de pressionar por melhores condições.

Negociações continuam

A direção sindical informou que permanecerá acompanhando as tratativas e que novas assembleias poderão ser convocadas conforme o andamento das negociações. A expectativa é de que as empresas apresentem uma contraproposta que atenda às reivindicações da categoria e evite transtornos ao transporte público da capital fluminense.

Enquanto isso, o serviço de ônibus segue operando normalmente, sem alterações na circulação das linhas.

Reivindicações da categoria

Entre os principais pontos defendidos pelos rodoviários estão:

  • Reajuste salarial de 12%;
  • Melhoria nos benefícios oferecidos aos trabalhadores;
  • Reposição das perdas inflacionárias;
  • Valorização da categoria diante do aumento do custo de vida.

As negociações entre representantes dos trabalhadores e das empresas deverão continuar nos próximos dias. Caso não haja avanço nas conversas, o sindicato não descarta a realização de mobilizações e paralisações localizadas como forma de pressionar por um acordo.

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