Presidente da Câmara de Araruama é alvo de buscas em investigação sobre tentativa de homicídio

O empresário nada sofreu, mas, por medo de novos ataques, deixou o país.

Publicado em 23 de abril de 2026

O presidente da Câmara Municipal de Araruama, na Região dos Lagos, foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quarta-feira (22), no âmbito de um inquérito que apura uma tentativa de homicídio registrada em 2024.

A ação foi realizada por agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que investigam a possível participação do parlamentar no atentado contra um empresário do setor farmacêutico. A vítima, proprietária de uma empresa de medicamentos, sobreviveu ao ataque graças à blindagem do veículo em que estava no momento dos disparos.

Segundo a Polícia Civil do RJ, o vereador José Magno Martins, o Magno Dheco (MDB), e o empresário Paulo Roberto Polati de Azevedo são suspeitos de ter encomendado o crime, em uma disputa de licitações.

Ao todo, agentes da 118ª DP (Araruama) cumpriram 5 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Criminal de Araruama. Um dos endereços foi a sede do Legislativo.

De acordo com as investigações, o crime ocorreu quando homens armados interceptaram o carro do empresário e efetuaram diversos tiros. Apesar da violência da ação, ninguém ficou ferido. O empresário nada sofreu, mas, por medo de novos ataques, deixou o país. Desde então, a polícia trabalha para identificar os autores e eventuais mandantes do atentado.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam celulares, documentos e outros materiais que podem ajudar a esclarecer a motivação do crime e a possível ligação do vereador com o caso. Os itens serão analisados e podem contribuir para o avanço das investigações.

Até o momento, não há confirmação de prisão. O presidente da Câmara não havia se manifestado publicamente sobre a operação até a última atualização desta reportagem.

A Polícia Civil informou que o inquérito segue sob sigilo e que novas diligências podem ser realizadas nos próximos dias. O caso levanta questionamentos sobre possíveis conexões entre interesses políticos e empresariais na região.

A Câmara Municipal de Araruama também não divulgou nota oficial sobre o ocorrido.

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