PF pede abertura de inquérito para investigar Rodrigo Bacellar por suspeita de lavagem de dinheiro

Mensagens extraídas do celular de Bacellar (União Brasil), indicam, segundo a investigação, atuação nos bastidores do Frigorífico Grandbull. 

Publicado em 03 de março de 2026

A Polícia Federal solicitou a abertura de inquérito para investigar o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), por suspeita de lavagem de dinheiro. O pedido foi encaminhado após a análise pericial dos celulares apreendidos com o parlamentar apontar indícios de que ele seria sócio oculto de um frigorífico localizado em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

De acordo com informações obtidas a partir da perícia técnica, mensagens, documentos e registros financeiros armazenados nos aparelhos indicariam a participação indireta de Bacellar na administração do estabelecimento comercial. A suspeita é de que a estrutura empresarial pudesse estar sendo utilizada para ocultar patrimônio ou movimentar recursos de origem ainda sob investigação.

O frigorífico em questão teria movimentado valores considerados elevados nos últimos anos, o que despertou a atenção dos investigadores. A PF busca agora aprofundar a apuração para verificar se houve utilização de “laranjas” ou interpostas pessoas para mascarar a real participação societária do parlamentar.

O pedido de abertura de inquérito deverá ser analisado pelo Judiciário, que decidirá sobre a formalização da investigação. Caso autorizado, a apuração poderá incluir quebra de sigilos bancário e fiscal, além de novas diligências para rastrear a origem e o destino dos recursos envolvidos.

Rodrigo Bacellar já havia sido alvo de outras investigações recentes. Em fevereiro, ele e outras quatro pessoas foram indiciados sob suspeita de vazamento de informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho, conforme apontado pela própria Polícia Federal. O deputado nega as acusações.

A defesa do parlamentar ainda não se manifestou oficialmente sobre o novo pedido de investigação até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para posicionamento.

O caso acrescenta mais um capítulo à crise política que envolve a cúpula da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, ampliando a pressão sobre o comando da Casa em meio às disputas internas e investigações em curso.

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