Delegacia de Homicídios investiga o caso.

Publicado em 26 de fevereiro de 2026
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga a morte a tiros do miliciano Reginaldo Martins do Nascimento, mais conhecido no meio criminoso como Naldo da Carobinha. O crime ocorreu na noite desta quarta-feira (26) na Estrada Nova de Mauá, em Magé, na região da Baixada Fluminense.
Execução e local do crime
Segundo informações preliminares da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Naldo foi atingido por disparos na cabeça e morreu no local antes da chegada de socorro. A DHBF está à frente das investigações, com diligências em andamento para identificar os autores e esclarecer as circunstâncias precisas da execução.
Quem era Naldo da Carobinha?
Reginaldo Martins do Nascimento era conhecido por sua participação em milícias no estado do Rio de Janeiro, especialmente na comunidade da Carobinha, em Campo Grande (zona oeste da capital fluminense. Por anos, ele teria atuado no controle de atividades criminosas nessas áreas dominadas por milícias.
Há registros anteriores de sua atuação policial: em março de 2020, ele já havia sido preso pela Polícia Civil em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde enfrentava mandados de prisão relacionados a atividades milicianas, sendo ligado a grupos criminosos conhecidos na região.
Possível motivação: disputa entre grupos criminosos
Fontes policiais ouvidas pela reportagem indicam que, após ser expulso da milícia da Carobinha, Naldo teria se aproximado de facções rivais, dentre elas o Amigos dos Amigos (ADA) e o Comando Vermelho (CV). Essa mudança de alianças pode estar no centro das investigações como possível motivação para sua execução.
O cenário de violência na Baixada Fluminense tem se caracterizado por disputas territoriais entre milícias e facções criminosas, com sucessivos episódios de confrontos e homicídios ligados à briga por controle de áreas e rotas de tráfico de drogas e extorsões.
Investigações em andamento
Autoridades civis informaram que equipes especializadas da DHBF realizam diligências no local e nas redondezas, além de análise de imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e coleta de material balístico para avançar na identificação dos responsáveis. A apuração ainda está em fase inicial, e as forças de segurança ainda não divulgaram prisões relacionadas ao caso.
Representantes da Polícia Civil reforçaram que qualquer informação que ajude a esclarecer o crime pode ser encaminhada às autoridades competentes por meio dos canais de denúncia da corporação.

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