Ex-governador afirma ter provas documentais, vídeos e mensagens que apontariam conluio entre traficantes, policial militar e cúpula da prefeitura; prefeito Márcio Canella nega e reage.

Publicação: 25 de janeiro de 2026
A política da Baixada Fluminense entrou em ebulição após uma série de denúncias feitas pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, envolvendo o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, assessores do governo municipal e supostos integrantes do crime organizado.
Em publicações recentes em seu blog e nas redes sociais, Garotinho afirma possuir material robusto, incluindo vídeos, mensagens de WhatsApp e registros de comunicação direta, que indicariam a existência de um esquema de articulação entre traficantes, um oficial da Polícia Militar — identificado como capitão — e integrantes da administração municipal.
Segundo o ex-governador, o policial citado nas denúncias atuaria como intermediário entre representantes do crime organizado e setores da prefeitura, inclusive em situações de disputa territorial entre facções criminosas.

Denúncia formalizada no Ministério Público
Garotinho sustenta que todo o material divulgado já teria sido protocolado no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ). De acordo com ele, as provas apresentadas teriam materialidade suficiente para justificar investigação criminal aprofundada.
Nas declarações, o ex-governador afirma que o nome do prefeito Márcio Canella aparece de forma direta nos diálogos atribuídos ao capitão da PM, apontando suposta participação ou conhecimento de articulações envolvendo interesses do crime organizado no município.
O Rio não é para amadores
Em um dos tópicos mais contundentes de suas publicações, Garotinho faz uma análise mais ampla da realidade fluminense. Segundo ele, o Rio de Janeiro estaria consolidado como um “narco território”, onde políticos, facções criminosas e setores corrompidos do Estado se misturam em relações promíscuas de poder.
A comparação feita pelo ex-governador remete a cenários conhecidos internacionalmente, como México e Colômbia, onde o crime organizado se infiltra nas estruturas políticas e administrativas, influenciando decisões públicas e disputas de poder local.
Prefeito reage e nega acusações
Diante da repercussão, o prefeito Márcio Canella utilizou suas redes sociais para rebater as denúncias. Sem entrar em detalhes sobre o conteúdo apresentado por Garotinho, Canella classificou o ex-governador como um “derrotado”, afirmando que as acusações teriam como único objetivo manchar sua reputação política.
O prefeito não confirmou a existência de qualquer investigação formal em andamento contra ele e negou qualquer ligação com o crime organizado ou com policiais envolvidos em atividades ilícitas. O prefeito Canella, usou suas redes sociais para rebater as denúncias a ele dirigidas:

A política sacudindo a lama
Nos bastidores, observadores e eleitores mais atentos avaliam que o timing das denúncias não é aleatório. Elas surgem justamente após Márcio Canella sinalizar publicamente sua possível candidatura ao Governo do Estado do Rio de Janeiro nas eleições de 2026.
A leitura política é de que o cenário eleitoral começa a se desenhar com antecipação de conflitos, ataques e revelações, algo já apontado em matérias recentes da RedeTV+. Para analistas, o episódio em Belford Roxo é apenas um prenúncio de um ano eleitoral que promete ser marcado por disputas duras e exposição de feridas antigas da política fluminense.
Ano eleitoral promete tensão máxima
Enquanto o Ministério Público avalia o material apresentado e a classe política observa os desdobramentos, uma coisa parece clara: apertem os cintos. O pleito de 2026 ainda está no início, mas já indica que a corrida pelo poder no Rio de Janeiro será intensa, ruidosa e, como de costume, nada previsível.
A lama foi sacudida — resta saber quem ficará de pé quando a poeira baixar.

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