Ministro do STF criticou a forma como a operação foi conduzida pela PF na última quarta-feira e apontou risco de tensionamento institucional.

Publicado em: 15 de janeiro de 2026
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu uma nova crise institucional ao criticar publicamente a atuação da Polícia Federal na operação realizada na última quarta-feira no âmbito do caso Master. As declarações do magistrado elevaram o nível de tensão entre o Judiciário e a corporação, reacendendo o debate sobre limites e responsabilidades entre as instituições.
Toffoli afirmou que a forma como a operação foi conduzida causou “constrangimento institucional” e indicou que houve excessos na execução das medidas autorizadas. Segundo o ministro, ações dessa natureza devem observar não apenas os aspectos legais, mas também o impacto institucional e a preservação das garantias constitucionais.
A Polícia Federal, por sua vez, sustenta que a operação seguiu rigorosamente as decisões judiciais e os protocolos legais, reforçando que atua com autonomia técnica e respeito às ordens emanadas do Judiciário. Internamente, a avaliação é de que as críticas do ministro podem fragilizar a atuação da corporação em investigações sensíveis.
O episódio aprofunda um cenário de embates entre órgãos de Estado, especialmente em casos de grande repercussão política e jurídica. Nos bastidores, interlocutores do STF e do Executivo tentam reduzir a tensão para evitar que o conflito avance e comprometa a cooperação entre as instituições envolvidas nas investigações.

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