SUPLENTE DE VEREADOR É PRESO POR ENVOLVIMENTO NA MORTE DE PARLAMENTAR EM MAGÉ

Prisão temporária foi decretada por 30 dias; investigação aponta possíveis vínculos com crime organizado e risco à apuração.

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta segunda-feira (22), Mário Jorge Soares Gentil, conhecido como Mário Gentil, suplente de vereador pelo partido Solidariedade em Magé, suspeito de envolvimento no assassinato do vereador Silmar Braga (PP). O crime ocorreu em janeiro deste ano e chocou a população da cidade.

A prisão foi realizada na residência do investigado, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, sem resistência. A ação foi coordenada pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), responsável pelo inquérito.

INVESTIGAÇÃO, BUSCAS E MATERIAL APREENDIDO

Segundo a Polícia Civil, Mário Gentil já vinha sendo monitorado desde o início das investigações. Em 12 de novembro, ele foi alvo de mandado de busca e apreensão, quando agentes encontraram sete armas de fogo registradas em seu nome, além de munições, carregadores, radiocomunicadores, uma máquina de contar dinheiro, anotações financeiras, documentos diversos e dois aparelhos celulares.

O conjunto do material apreendido, segundo a DHBF, levantou suspeitas sobre a existência de uma estrutura organizada, com possível logística e comunicação típica de grupos criminosos, o que ampliou o escopo da investigação para além da autoria direta do homicídio.

PRISÃO TEMPORÁRIA E MOTIVAÇÕES

A Justiça do Rio autorizou a prisão temporária por 30 dias, a pedido da Polícia Civil. De acordo com os investigadores, a medida foi necessária diante da gravidade do crime, do risco de interferência nas apurações e para garantir a conclusão de diligências consideradas sensíveis, como análise de dados extraídos de celulares e cruzamento de informações financeiras.

Ainda conforme a especializada, não está completamente definida a participação de Mário Gentil na execução do crime, mas há indícios de que ele possa ter atuado no planejamento, articulação ou financiamento do homicídio.

O CRIME

Silmar Braga, de 50 anos, foi morto a tiros na porta de casa, no bairro Nova Marília, em Magé, no dia 20 de janeiro. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal de Magé, mas não resistiu aos ferimentos. Vereador desde 2008, Silmar cumpria seu quinto mandato consecutivo e era considerado um político tradicional no município. Ele deixa esposa e três filhos.

PRÓXIMOS PASSOS

A DHBF segue ouvindo testemunhas, analisando o material apreendido e buscando identificar outros possíveis envolvidos, incluindo executores e intermediários. A Polícia Civil não descarta novas prisões nos próximos dias.

O caso segue sob investigação e parte das informações corre em sigilo judicial.

A RedeTV+ acompanha o caso  e retornará com novas informações sobre o fato que abalou a cidade em mais um registro de possível crime político. 

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