A ação busca ainda identificar todos os integrantes da rede financeira envolvida nas fraudes bancárias e nos mecanismos de lavagem de dinheiro.

Publicado em: 9 de março de 2026
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, nesta segunda-feira (9), uma operação para desarticular um esquema de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 136 milhões em menos de um ano. A ação é coordenada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco).
De acordo com as investigações, a Justiça autorizou o cumprimento de 38 mandados de busca e apreensão em endereços na capital do Rio de Janeiro, além de cidades da Região Metropolitana e da Região dos Lagos, como Nova Iguaçu e Rio das Ostras. Também foram realizadas diligências no estado do Rio Grande do Sul.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens e apreensão de imóveis de alto padrão ligados aos investigados. Durante a operação, os agentes também recolheram documentos, aparelhos eletrônicos e registros financeiros que podem ajudar a comprovar o funcionamento do esquema criminoso.

Até o momento, um dos alvos foi preso em flagrante após ser encontrado com um carro de luxo roubado. Os policiais também sequestraram dois imóveis de alto padrão, localizados nas cidades de Rio das Ostras e Nova Iguaçu.
Como funcionava o esquema
Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa utilizava empresas de fachada, documentos falsos e pessoas conhecidas como “laranjas” para abrir contas empresariais em instituições financeiras. A partir dessas contas, o grupo conseguia obter crédito de forma fraudulenta e movimentar grandes quantias de dinheiro, ocultando a origem ilícita dos recursos.
As investigações começaram após uma instituição financeira identificar irregularidades na abertura de contas e na concessão de crédito, que inicialmente causaram prejuízo superior a R$ 5 milhões. Com o avanço das apurações e a análise de relatórios de inteligência financeira, os agentes descobriram movimentações incompatíveis com a renda declarada pelos envolvidos.
Ainda segundo os investigadores, o principal operador financeiro da organização teria movimentado cerca de R$ 136 milhões em menos de dez meses. Há indícios de que parte do dinheiro obtido com as fraudes também tenha sido utilizada para financiar atividades criminosas, incluindo o tráfico de drogas.
A operação segue em andamento, e a Polícia Civil não descarta novas prisões e apreensões ao longo do dia.

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