Modalidade criada para agilizar pagamentos ainda representa fatia mínima das transações do sistema instantâneo.

Publicado em 2 de março de 2026
O Pix por aproximação, funcionalidade desenvolvida para tornar as transações ainda mais rápidas e práticas, completou um ano de operação no último sábado (28) enfrentando o desafio de conquistar maior adesão do público.
De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Banco Central do Brasil, as transferências realizadas por meio dessa modalidade representaram apenas 0,01% do total de operações via Pix em janeiro. Em relação ao valor financeiro movimentado, o percentual foi de 0,02% do montante total transacionado no mesmo período.
Como funciona o Pix por aproximação
O Pix por aproximação permite que o pagamento seja feito apenas encostando o celular na maquininha, de forma semelhante ao que já ocorre com cartões de débito e crédito por tecnologia NFC (Near Field Communication). A operação dispensa a leitura de QR Code ou a digitação manual de dados, prometendo mais agilidade no momento da compra.
Apesar da praticidade, a adesão ainda é considerada tímida. Especialistas apontam que fatores como desconhecimento da funcionalidade, necessidade de celulares compatíveis e integração com carteiras digitais podem estar entre os motivos da baixa utilização.
Crescimento gradual é esperado
Mesmo com os números ainda modestos, a expectativa do mercado financeiro é de crescimento gradual da modalidade. O próprio Banco Central avalia que a ampliação da oferta por instituições financeiras e a familiaridade dos consumidores com pagamentos por aproximação podem impulsionar o uso ao longo dos próximos anos.
O Pix, lançado em 2020, consolidou-se como o principal meio de transferência e pagamento no país, superando modalidades tradicionais como TED, DOC e até boletos bancários. Agora, o desafio é expandir o uso de funcionalidades mais recentes, como o Pix por aproximação, para tornar o sistema ainda mais versátil e integrado ao cotidiano dos brasileiros.

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