Advogada supostamente atuava como presidente de fachada de associações.

Publicado em 17 de março de 2026
A advogada Cecília Rodrigues Mota foi presa nesta terça-feira (17) durante a Operação Indébito, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). A ação investiga um esquema nacional de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com suspeitas de desvio de bilhões de reais de aposentadorias e pensões.
De acordo com as investigações, Cecília é apontada como uma das principais operadoras do esquema, sendo responsável por coordenar ações ilícitas, ocultar patrimônio e inserir dados falsos em sistemas oficiais para viabilizar as fraudes.
Esquema envolvia descontos ilegais de aposentados
A Operação Indébito é um desdobramento da Operação Sem Desconto, iniciada em 2025, que apura a realização de descontos associativos não autorizados diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas.
Segundo a PF, entidades investigadas aplicavam cobranças indevidas sem consentimento dos beneficiários, gerando prejuízos estimados em cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
As apurações indicam que o grupo utilizava estruturas complexas para dar aparência de legalidade às operações, incluindo criação de associações, uso de “laranjas” e manipulação de dados nos sistemas previdenciários.
Papel central na organização criminosa
Relatórios da investigação apontam que Cecília Rodrigues Mota tinha atuação estratégica dentro do esquema. Ela teria sido responsável por:
Conferir aparência legal às fraudes
Coordenar operações financeiras ilícitas
Intermediar contatos com agentes públicos
Ocultar bens adquiridos com recursos desviados
Além disso, há indícios de movimentação de grandes quantias de dinheiro e uso de recursos ilícitos para aquisição de bens de alto valor.
Mandados e outros alvos
Ao todo, a operação cumpriu:
19 mandados de busca e apreensão
2 mandados de prisão
Medidas cautelares diversas
As ações ocorreram no Distrito Federal e no Ceará, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
Além de Cecília, também foi preso o empresário Natjo de Lima Pinheiro, apontado como operador financeiro do esquema. A investigação ainda envolve outros suspeitos, incluindo agentes públicos e entidades associativas.
Crimes investigados
Os investigados podem responder por diversos crimes, entre eles:
Inserção de dados falsos em sistemas públicos
Estelionato previdenciário
Organização criminosa
Lavagem de dinheiro
Ocultação e dilapidação de patrimônio
As investigações seguem em andamento, e a PF não descarta novas fases da operação.

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