Justiça bloqueia R$ 60 milhões em bens do ex-prefeito Waguinho a pedido da Prefeitura de Belford Roxo

Waguinho e Canella já estiveram no mesmo grupo político, mas romperam relações nos últimos anos.

Publicado em 3 de março de 2026

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 60 milhões em bens do ex-prefeito de Belford Roxo, Wagner Carneiro, conhecido como Waguinho (Republicanos). A decisão atende a um pedido da atual gestão municipal, comandada por Márcio Canella (União Brasil), que foi aliado político do ex-prefeito e hoje é seu principal adversário na cidade da Baixada Fluminense.

De acordo com a Prefeitura, a ação judicial aponta supostas irregularidades administrativas que teriam causado prejuízo aos cofres públicos durante a gestão anterior. O bloqueio tem como objetivo garantir eventual ressarcimento ao erário, caso as acusações sejam confirmadas ao longo do processo.

Acusações e investigação

Segundo informações da atual administração, auditorias internas teriam identificado indícios de problemas em contratos, pagamentos e execução orçamentária. A Procuradoria-Geral do Município ingressou com ação na Justiça solicitando a indisponibilidade de bens como medida cautelar.

A decisão judicial determina o bloqueio de valores em contas bancárias, imóveis e outros bens registrados em nome do ex-prefeito até o limite de R$ 60 milhões. A medida não representa condenação, mas visa assegurar que recursos possam ser recuperados caso haja decisão definitiva favorável ao município.

Embate político

O caso também aprofunda a crise política em Belford Roxo. Waguinho e Canella já estiveram no mesmo grupo político, mas romperam relações nos últimos anos. Desde o início do atual mandato, a nova gestão tem anunciado revisões de contratos e investigações sobre atos do governo anterior.

Aliados de Waguinho classificaram a medida como “perseguição política” e afirmam que a defesa do ex-prefeito irá recorrer da decisão. Até o momento, ele não se pronunciou oficialmente.

Próximos passos

O processo segue em tramitação e deverá incluir a análise detalhada dos contratos e despesas questionadas. Caso sejam comprovadas irregularidades, o ex-prefeito poderá responder por improbidade administrativa e ser obrigado a ressarcir os cofres públicos.

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