Análise das ações que podem cassar o governador Cláudio Castro e atingir Rodrigo Bacellar deve ser retomada no dia 24 de março.

Publicado em 11 de março de 2026
O julgamento do chamado caso Ceperj no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi novamente interrompido nesta terça-feira (10). O ministro Kassio Nunes Marques pediu vista mais tempo para analisar o processo e suspendeu a análise das ações que podem levar à cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e atingir também o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil).
Com o novo pedido, a votação foi paralisada quando o placar parcial indicava dois votos pela condenação. A retomada do julgamento foi marcada pela presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia, para o dia 24 de março, com possibilidade de continuidade também no dia 25, caso não seja concluído na mesma sessão.
Placar parcial é de 2 votos pela cassação
Até o momento, votaram pela cassação do mandato de Cláudio Castro e de Rodrigo Bacellar a relatora do caso, ministra Isabel Gallotti, e o ministro Antonio Carlos Ferreira, que acompanhou integralmente o entendimento da relatora.
No voto apresentado anteriormente, Gallotti afirmou que houve uso indevido da máquina pública com finalidade eleitoral, classificando as condutas investigadas como de “alto grau de reprovabilidade”.
Para que haja decisão final, são necessários pelo menos quatro votos entre os sete ministros que compõem o TSE. Ainda faltam os votos de Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Cármen Lúcia.
O que está em julgamento
As ações analisadas pelo TSE investigam suspeitas de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O Ministério Público Eleitoral sustenta que o governo estadual teria utilizado contratações ligadas à Fundação Ceperj e à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para beneficiar eleitoralmente aliados.
Segundo as investigações, milhares de pessoas teriam sido contratadas sem transparência para atuar em projetos do governo, com pagamentos que chegaram a centenas de milhões de reais. Parte desses trabalhadores teria atuado como cabos eleitorais durante a campanha de reeleição de Castro.
Histórico do processo
O caso chegou ao TSE após decisão apertada do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que em 2024 absolveu os investigados por 4 votos a 3. O Ministério Público Eleitoral recorreu para tentar reverter o resultado.
Se a maioria dos ministros do TSE votar pela condenação, o governador e os demais envolvidos poderão sofrer cassação de mandato e declaração de inelegibilidade, além da possibilidade de novas eleições para o governo do estado.
Enquanto o julgamento não é concluído, o processo segue como um dos principais focos da crise política no estado do Rio de Janeiro e pode influenciar diretamente os planos eleitorais de Cláudio Castro para 2026.

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