Partido nega qualquer negociação com o ex-governador e critica especulações que circularam nas redes sociais; cenário eleitoral segue indefinido no Estado.
João Caldas presidência nacional do partido Democracia Cristã (DC)
20 de fevereiro de 2026
O Diretório Estadual do Democracia Cristã (DC/RJ) divulgou nota oficial desmentindo as especulações sobre uma suposta candidatura do ex-governador Wilson Witzel ao Palácio Guanabara pela legenda. A informação, que circulou em blogs e redes sociais nas primeiras horas do dia, foi classificada como inverídica pela direção partidária.
Segundo dirigentes ouvidos pela RedeTV+, não existe qualquer negociação — seja no âmbito estadual ou nacional — envolvendo o nome de Witzel. A nota oficial é respaldada pelo presidente nacional da sigla e aprovada por unanimidade pelo diretório fluminense, reforçando que o partido não autorizou nem discutiu eventual filiação ou candidatura do ex-governador.
A tentativa de atrelar seu nome à legenda sem aval formal expõe, mais uma vez, uma postura política temerária. Após deixar o governo do Estado em meio a forte desgaste institucional, Witzel volta ao noticiário não por articulação partidária concreta, mas por movimentações que beiram a indução da opinião pública e pressionam indevidamente uma agremiação a referendar um projeto pessoal.
Nos bastidores, integrantes do DC avaliam que a divulgação precipitada da suposta candidatura soa como tentativa de criar fato político para forçar uma chancela partidária inexistente. A estratégia, além de fragilizar o debate democrático interno, coloca em xeque a transparência do processo eleitoral e desrespeita a autonomia das instâncias partidárias.
Mauro Cozzolino, presidente estadual, Renato Cozzolino, além do ex-secretário de estado de Turismo e de Trabalho e Renda, Ronald Ázaro (vice-presidente), e Ciro Borba (secretário geral).
Atualmente, o DC tem em seus quadros o pré-candidato Renato Cozzolino, que recentemente declarou apoio à pré-candidatura de Eduardo Paes ao governo estadual. O movimento contou com a influência política do grupo ligado a Washington Reis e Jane Reis, o que pode alterar o posicionamento estratégico do prefeito de Magé nas próximas semanas.
Com as recentes movimentações no tabuleiro político do Rio de Janeiro, Cozzolino pode rever sua posição e consolidar uma candidatura própria ao governo do Estado, especialmente diante das incertezas no campo partidário.
Outro nome que ronda o cenário é o de Anthony Garotinho, atualmente sem partido. Com a reconfiguração de alianças e o apoio de Washington Reis a Eduardo Paes, Garotinho também busca nova legenda para viabilizar seu retorno à disputa pelo Palácio Guanabara.
Até o momento, a composição de pré-candidaturas no Estado inclui Eduardo Paes (PSD), Renato Cozzolino (DC), Wilson Witzel sem partido e Anthony Garotinho também sem filiação partidária, além de nomes ainda não oficialmente anunciados por outras siglas.

O jogo eleitoral está apenas começando, mas uma coisa já ficou clara: o Democracia Cristã não autorizou, não discutiu e não avalizou qualquer candidatura de Wilson Witzel. No cenário político fluminense, criar factoides pode até gerar manchetes, mas não substitui articulação real, respaldo partidário e credibilidade pública.

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