Sessão foi marcada por protestos de trabalhadores e resistência de deputados da oposição.

Publicado em 20 de fevereiro de 2026
A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou nesta semana a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei, em uma sessão tensa que foi acompanhada por manifestações de trabalhadores nas ruas e forte resistência de parlamentares da oposição.
O projeto, considerado uma das principais bandeiras do governo, altera regras de contratação, flexibiliza normas sobre demissões e modifica pontos relacionados a negociações coletivas. A proposta faz parte do pacote de medidas econômicas defendido por Milei com o objetivo de reduzir custos para empresas, estimular a geração de empregos e atrair investimentos.
Durante a votação, sindicatos e movimentos sociais organizaram protestos em frente ao Congresso, em Buenos Aires. Manifestantes criticaram o que classificam como retirada de direitos históricos dos trabalhadores e acusaram o governo de promover precarização das relações de trabalho.
No plenário, deputados da oposição tentaram obstruir a votação, apresentaram destaques e criticaram a tramitação acelerada do texto. Parlamentares governistas, por outro lado, defenderam a necessidade de modernizar a legislação trabalhista diante da crise econômica que atinge o país.
Com a aprovação na Câmara, o texto segue agora para análise do Senado. Caso também seja aprovado pelos senadores, a reforma será sancionada pelo presidente e passará a valer após a regulamentação oficial.
A expectativa é de que novas mobilizações sejam organizadas nos próximos dias por centrais sindicais, que prometem intensificar a pressão contra a medida.

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