Daniel Vorcaro é preso novamente em operação da Polícia Federal que investiga fraudes bilionárias

Além de Vorcaro e Zettel, também há outros dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Publicado em 04 de março de 2026

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso nesta quarta-feira (4) durante uma operação da Polícia Federal em São Paulo. A nova detenção faz parte de uma investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo operações de crédito, captação de recursos e possíveis manipulações contábeis.

De acordo com as informações preliminares, a ação é um desdobramento de apurações que já vinham sendo conduzidas pela PF e pelo Ministério Público Federal. Os investigadores suspeitam que o esquema tenha movimentado valores expressivos por meio de empresas ligadas ao banco e de estruturas financeiras consideradas atípicas.

Esquema sob investigação

Segundo fontes ligadas à investigação, o suposto esquema envolveria:

  • Emissão irregular de títulos financeiros;

  • Captação de recursos com garantias questionadas;

  • Uso de empresas interpostas para ocultação de patrimônio;

  • Indícios de lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços ligados ao banqueiro e a outros investigados. Documentos, dispositivos eletrônicos e registros contábeis foram recolhidos para análise pericial.

Defesa

A defesa de Daniel Vorcaro informou, por meio de nota, que considera a prisão “desnecessária” e afirmou que o empresário está à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos. Os advogados sustentam que as operações realizadas pelo banco seguiram as normas do sistema financeiro nacional.

Impacto no mercado

A nova prisão reacende o alerta no mercado financeiro, especialmente entre investidores e clientes da instituição. Especialistas avaliam que o caso pode gerar desconfiança e pressão regulatória sobre instituições de médio porte.

O Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acompanham o caso. Até o momento, não houve anúncio de intervenção ou medidas administrativas contra o banco.

Próximos passos

Daniel Vorcaro deve passar por audiência de custódia ainda nesta quarta-feira. A investigação segue em sigilo, mas a expectativa é que novos detalhes sejam divulgados nos próximos dias.

Se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder por crimes como fraude financeira, gestão temerária, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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