Corte rápido: Prefeita Tramontina responde com trabalho em Guapimirim

Após décadas de abandono, gestão reage a críticas e anuncia intervenções; manifestações expõem desafios históricos da cidade.

Publicação: 5 de fevereiro de 2026

Na última semana, Guapimirim voltou ao centro do debate público após manifestações e conteúdos divulgados por parte da chamada “mídia” local, que expuseram problemas antigos e ainda presentes no cotidiano de uma cidade com pouco mais de 36 anos de emancipação. Ruas esburacadas, saneamento precário e bairros abandonados foram alguns dos pontos evidenciados, compondo um retrato duro — e conhecido — da realidade municipal.

Somadas as gestões que passaram pela Prefeitura ao longo das últimas décadas, o cenário descrito por moradores e críticos reforça a percepção de que Guapimirim sobreviveu mais por resistência do que por planejamento. Após as gestões do ex-prefeito Nelson do Posto, considerado por muitos o marco inicial da administração local, a cidade teria entrado em um período de estagnação. Prefeitos se sucederam, mas os problemas estruturais permaneceram, e o município seguiu, nas palavras populares, “sem eira nem beira”.

De lá para cá

Passados 36 anos de emancipação, os manifestos recentes não surgem do nada. Eles evidenciam um histórico de políticas públicas ineficientes e, em muitos casos, sem o compromisso necessário com a população. Ainda assim, analistas e observadores reconhecem que, embora a atual política municipal esteja longe de ser classificada como ideal, também não pode ser apontada como a pior da história recente.

Ao longo de quatro mandatos, avanços pontuais foram registrados: bairros inteiros passaram por processos de revitalização, ruas receberam saneamento básico e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento começaram a ser implementadas. O contraste entre o que já foi feito e o que ainda falta fazer ajuda a explicar o tom crítico — porém não unânime — das manifestações.


Caio Leal, Chefe da Casa Civil de Guapimirim. 

Corte rápido

As críticas, por sua vez, são tratadas por setores da administração como legítimas e necessárias. Elas apontam falhas, indicam caminhos e cumprem um papel fundamental no debate democrático: pressionar o poder público a agir e a aprimorar suas ações em favor da população.

Foi nesse contexto que veio a chamada “resposta rápida” do governo municipal. Diante das cobranças e da exposição dos desafios da administração pública, a prefeita Marina Rocha se pronunciou e anunciou providências concretas. Entre elas, a intervenção com melhorias no bairro de Várzea Alegre, prevista para ocorrer logo após o Carnaval, anunciado pelo Chefe da Casa Civil do município, Caio Leal e da prefeita Marina Rocha.

Conhecida pelo estilo direto e pela postura de enfrentamento dos problemas, a prefeita adotou o discurso de ação imediata. Sempre que questionada, Marina Rocha tem optado por encarar as críticas e responder com medidas práticas — numa referência bem-humorada ao “corte rápido” da marca Tramontina, expressão que passou a circular entre apoiadores.

Brincadeiras à parte, o próprio governo reconhece que a soma dos fatores, nesse caso, altera o produto: não é possível transformar 30 anos de abandono em apenas quatro anos de gestão. O desafio, segundo interlocutores do Executivo, é seguir avançando, corrigindo falhas e respondendo às demandas históricas de uma cidade que ainda busca superar as marcas do passado.

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