Ao todo, o estado já soma 336 casos da doença, com Itaboraí (47), Rio de Janeiro (40) e Guapimirim (25) entre as cidades mais afetadas.
Com 101 casos confirmados, Cachoeiras de Macacu se tornou o epicentro da febre Oropouche no estado do Rio de Janeiro. Diante do aumento expressivo da doença, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) realizou uma reunião com profissionais de saúde do município para alinhar estratégias de prevenção e tratamento. Ao todo, o estado já soma 336 casos da doença, com Itaboraí (47), Rio de Janeiro (40) e Guapimirim (25) entre as cidades mais afetadas.
Técnicos da SES-RJ garantiram que o estado oferecerá total suporte às ações de controle e enfrentamento da febre, reforçando o trabalho conjunto com os municípios. “A secretaria veio dar suporte e trabalhar em conjunto com o município na prevenção e no tratamento de Oropouche, como também de outras arboviroses, como dengue e chikungunya”, afirmou Mário Sérgio Ribeiro, subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde da SES-RJ.
A reunião destacou a particularidade de Cachoeiras de Macacu, município de perfil rural, onde a presença do mosquito maruim – principal vetor da doença – é favorecida pelas condições ambientais. A cidade abriga 92 cachoeiras e se destaca na produção de frutas como goiaba e banana, o que contribui para a proliferação do inseto. Além disso, as autoridades locais apontaram desafios no deslocamento de pacientes das áreas rurais para unidades de saúde, o que pode dificultar diagnósticos e tratamentos precoces.
A superintendente de Informação Estratégica de Vigilância em Saúde da SES, Luciane Velasque, alertou para a necessidade de diagnóstico precoce da febre Oropouche, evitando que os casos aumentem sem controle. Ela reforçou a importância de intensificar a investigação e a coleta de exames.
O prefeito Rafael Muzzi de Miranda anunciou a elaboração de material informativo sobre a doença, que será distribuído em barreiras sanitárias nos acessos ao município e em áreas de fiscalização dos balneários.
A febre Oropouche é uma doença viral transmitida principalmente pelo mosquito maruim. Os sintomas incluem febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, náuseas e, em alguns casos, erupções na pele. Apesar de geralmente apresentar evolução leve, a doença pode trazer complicações em pacientes com imunidade comprometida.
Endêmica em regiões como a Amazônia e algumas áreas do Rio de Janeiro, a febre Oropouche preocupa especialistas devido ao risco de disseminação em centros urbanos. Sem vacina disponível, a melhor forma de prevenção é evitar a picada dos mosquitos, reforçando medidas como uso de repelentes e controle ambiental. As autoridades seguem monitorando a situação e reforçando medidas para conter o avanço da doença, enquanto o estado e os municípios buscam soluções conjuntas para proteger a população.