Decisão de Héctor surge após acusações de maus-tratos familiares.
O primeiro-ministro do Peru, Héctor Valer, que preside o Conselho de Ministros, anunciou neste sábado (5) que colocou o cargo à disposição do presidente do país, Pedro Castillo, apenas quatro dias após ter tomado posse do cargo.
“Venho dizer que aceito a derrota“, admitiu Valer, em entrevista coletiva concedida no exterior da sede do Conselho de Ministros, localizada no centro histórico de Lima.
O primeiro-ministro fez o anúncio um dia após Castillo revelar que iria fazer novas modificações no gabinete, que havia sido formado na última terça-feira.
A decisão do presidente é uma resposta as críticas e pedidos feitos pela opinião pública, diante das acusações de maus-tratos familiares contra Valer.
O chefe do Conselho de Ministros se defendeu hoje e afirmou ter sido “metralhado pelos jornais do Peru“, que acusa pertencerem a grupos econômicos que estão ligados à extrema-direita e à direita.
Valer, que é advogado e parlamentar, garantiu que a imprensa construiu uma imagem dele de “abusador e de violento“, por isso, sai de cena para “curar suas feridas e voltar quando o povo assim quiser.
O presidente do Conselho de Ministros ainda revelou que irá processar “as pessoas que mancharam seu nome e sua dignidade“, incluindo um comunicador que não identificou, que o vinculou com o narcotráfico. “Essa é forma como lincham uma pessoa que não pensa igual a eles“, lamentou.

Valer ainda afirmou que a decisão que anunciou hoje é uma forma de protestar contra o Congresso, pela rejeição do pedido que fez hoje para apresentar no plenário a política geral de seu gabinete. “Fui derrotado“, disse.
Ontem, Castillo anunciou que fará mudanças entre os ministros, “tendo em conta a abertura em direção às forças políticas, acadêmicas e profissionais do país“, embora não tenha detalhado as alterações que fará, nem quando acontecerão.
Valer, advogado especializado em direito penal e também parlamentar, jurou o cargo na última terça-feira, em substituição a Mirtha Vázquez, que renunciou um dia antes, após a demissão do ex-ministro do Interior, Avelino Guillén.
As saídas obrigaram Castillo a formar um terceiro gabinete desde que assumiu a presidência, em 28 de julho do ano passado. Desde então, várias crises abalaram a administração, com direito a uma tentativa de destituição pela oposição.
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