Moradores relatam ter visto onça em Rio do Ouro-Magé

Na semana passada, um filhote de jacaré foi capturado por uma equipe da Fiscalização Ambiental em Mauá.

Uma equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente esteve, na tarde desta terça-feira (20/04), nos bairros de Rio do Ouro e Cachoeirinha e em áreas das adjacências para tirar a limpo a denúncia de moradores sobre a presença de uma onça na região. De acordo com os relatos, o felino estaria rondando a localidade há uma semana e, segundo testemunhas, pode estar ferido, já que teria sido atropelado há alguns dias.

O guarda florestal Cícero Antônio da Silva, comentou que, em geral, onças são animais de hábitos noturnos, mas que, no caso, o indivíduo visto em Magé pode estar com fome pela escassez de comida na floresta. “Isso faz com que o bicho mude os seus hábitos para se alimentar. Alguns moradores têm galinheiros no quintal e isso chama atenção”, explicou.

Cícero pede que as pessoas não se aproximem da onça para tentar capturá-la. O correto é ligar para o Corpo de Bombeiros (193), para a Polícia Militar (190) ou para a Secretaria de Meio Ambiente de Magé (2647-1214). O guarda acrescentou que, ao ser capturado por uma equipe competente, o felino será enviado para exames que indicarão seu estado de saúde, para, só depois disso, ser solto em seu habitat.

Não conseguimos achá-la porque o animal voltou para a mata. Mas, é preciso que as pessoas tomem cuidado, especialmente mantendo as crianças seguras”, alertou o guarda florestal Cícero Antônio da Silva.

A onça não foi o único animal a dar trabalho para os guardas florestais de Magé este ano. Na semana passada, um filhote de jacaré foi capturado por uma equipe da Fiscalização Ambiental em Mauá.

Nos últimos dias, bichos-preguiça também foram resgatados próximos à BR-116. Cícero contou que casos de animais feridos na rodovia são muito comuns. “Muitas vezes, quando a gente chega, o bicho já foi atropelado. As preguiças são mais vulneráveis porque são lentas”, revelou. Em média, 30 animais são resgatados por ano pela equipe da Prefeitura apenas por correrem perigo ao deixar a floresta e invadir a área urbana. O animal mais exótico já capturado foi um tamanduá.

A presença da onça é um indicador imprescindível que atesta que a natureza, ali, está protegida. A importância de continuar a proteção da região. Ainda mais um bioma tão devastado quanto a Mata Atlântica, da qual resta apenas 7%.

‘Se a onça está aqui, é sinal de que o ecossistema da região está saudável. Ela só sobrevive porque a
floresta oferece condições’, disse o gestor do refúgio, Eduardo Antunes. E ele tem muitas razões pra se animar, na verdade.


Fonte: Ascom – Prefeitura Municipal de Magé 

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